Aos sete anos, a italiana Costanza Pascolato desembarcou no Brasil acompanhando a família, que fugia dos horrores da Segunda Guerra Mundial. Quando se instalou em São Paulo, falava apenas italiano e francês. Passadas as dificuldades iniciais de adaptação no novo país, ela acabou se tornando grife de elegância e um dos nomes mais lembrados quando o assunto é moda no Brasil. É considerada a ''papisa da moda brasileira'' e a ''rainha do bom gosto'', só para citar alguns dos adjetivos pelos quais é lembrada.
Apesar da mãe Gabriela ter fundado a Santa Constância, um das maiores fábricas de tecidos do País, Costanza demorou a assumir seu papel, tanto na empresa familiar quanto na moda brasileira. Foi só na década de 70, aos trinta e poucos anos é que ela precisou trabalhar. A família não aceitou seu divórcio, muito menos o segundo casamento. Sem o apoio financeiro, foi atrás de trabalho e aceitou o convite para trabalhar na Editora Abril. Começou assinando as produções de decoração e depois de moda da revista Claudia.
Após a morte do pai, em meados nos anos 1980, Costanza assumiu um cargo na fábrica da família e, até hoje, orienta a equipe e criação. Em 1999, lançou seu primeiro livro, ''O Essencial'', um guia de moda que está esgotado nas livrarias. Também criou uma linha de jóias para a H.Stern e ainda colabora com a revista Vogue, para a qual comenta os desfiles de Paris, Milão e Nova York. São delas também os comentários especiais do site oficial da São Paulo Fashion Week. (K.M.)t

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