'A Orquestra está esgotada'
Não é de hoje que a Osuel vive uma situação difícil. O não-reconhecimento da sua existência na lei 16.372 é só mais um agravante em uma lista de problemas que precisam de solução urgente.
O principal deles talvez seja a falta de isonomia. Na orquestra há profissionais exercendo o cargo de instrumentista musical e de músico. A diferença salarial entre eles, embora o trabalho seja o mesmo, é de 100% ou mais. ''É um problema histórico, que gera desmotivação, revolta e divide a orquestra'', reconhece Janete.
Outro problema é a falta de um espaço físico adequado. A orquestra convive ainda com 20 vagas desocupadas, de músicos que se aposentaram, faleceram ou pediram demissão. ''Temos convidado cerca de 15 profissionais por concerto, pagando cachê. Isso traz um custo muito alto para a instituição e não resolve o problema. Cabe ao governo do Estado autorizar a abertura de um concurso público'', aponta Janete, lembrando que o ideal seria a Osuel ter 70 integrantes. Hoje, são 44, com alguns em vias de se aposentar.
Para a diretora, este é um bom momento para se fazer uma reflexão mais aprofundada da orquestra do ponto de vista administrativo, artístico e pedagógico. ''Precisamos trazer à tona esses problemas e pensar em soluções definitivas. Porque a orquestra está esgotada''. Segundo Janete, uma possível alternativa seria a retomada da Associação dos Amigos da Osuel, promovendo a união de forças da cidade e da universidade. ''Mas sem isentar o Estado e a UEL das suas responsabilidades'', reforça. (A.I.)





