A oralidade como a ''arte do cotidiano''
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 23 de junho de 2003
Ana Setti<br> Reportagem Local 
Destinado aos estudiosos do tema, o livro ''Oralidade e Literatura'', de Frederico Augusto Garcia Fernandes, doutor em Letras pela Unesp/Assis e professor do Departamento de Letras Vernáculas e Clássicas da UEL, leva o leitor a um passeio pelo País, revelando por meio de mitos, causos, cantos e contos, um pouco da preciosidade de nossa cultura oral. Para Frederico, é importante compreender como ocorre esse ''processo contínuo de leitura da realidade e de trocas míticas, já que se trata da força motriz da dinâmica cultural''. Nesse sentido, a oralidade pode ser entendida como uma espécie de arte, a ''arte do cotidiano'', cujas manifestações são como ''saberes ruminados à margem da sociedade letrada''.
Para o livro, Frederico reuniu nove estudos de renomados pesquisadores da cultura oral no País, buscando ''diversidade de temas e de abordagens, para que o leitor pudesse navegar por um amplo universo de investigação''. E a promessa é inteiramente cumprida, já que, por meio do livro, pode-se entrar em contato com mitos indígenas e pantaneiros; com a cultura afro do carnaval baiano e a paulistana, tão bem personificada por Adoniran Barbosa; com a mítica do candomblé, as modas caipiras e as histórias árabes de ''As Mil e Uma Noites'', na forma como foram entendidas e incorporadas pela cultura brasileira. Frederico também é autor de ''Entre histórias e tererés'', com narrativas do Pantanal, publicado no ano passado pela editora da UNESP.
Serviço:
Oralidade e Literatura: manifestações e abordagens no Brasil
Organizador: Frederico Augusto Garcia Fernandes
Eduel / Preço: R$25,00
Lançamento: hoje, na Funcart, com 40% de desconto


