Mateus conta que Jesus estava rezando em algum lugar, sozinho. Ele geralmente orava em colinas e pequenas montanhas perto de Cafarnaum, com vista para o Mar da Galiléia. Nesse ‘‘certo lugar’’, quando ele parou de orar, um dos discípulos lhe disse: ‘‘Senhor, ensine-nos a rezar, como João ensinou aos seus discípulos’’. E então Jesus lhes disse, ‘‘Quando vocês rezarem, digam:
Abvum d‘bashmáia,
(Pai-Mãe, Respiração da Vida, Fonte do Som, Ação sem Palavras, Criador do Cosmos. Faça sua luz brilhar entre nós, fora de nós e que a possamos tornar útil).
Netcádash shimóch
(Ajude-nos a seguir nossos caminhos, respirando apenas o sentimento que emana de Você).
Tetê malcutách
(Una nosso ‘‘eu posso’’ com o Seu, para que nós possamos caminhar como reis e rainhas com todas as criaturas).
Nehuê tcevianách aicana d’bashimáia af b’arha
(Que o Seu e o nosso desejo sejam um só, em toda luz assim como em todas as formas, em toda existência individual assim como em todas as comunidades).
Hôvlan lácma d’suncanán iaomána
(Faça-nos sentir a alma da Terra dentro de nós, pois assim sentiremos a Sabedoria que existe em tudo).
Uashbocan háubein uahtehín aicána dáf quinan shbuocán l‘haiabéin.
(Não permita que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo possa iludir-nos e nos liberte de tudo aquilo que impede nosso crescimento).
Uêla tahlan l’nesiúna. Êla patssan min bíxa.
(Não nos deixe sermos tomados pelo esquecimento de que Você é o poder e a força viva do mundo, a canção que se renova de tempos em tempos e a tudo embeleza).
Metúl diláhie malcutá uaháila uateshbúcta l’ahlám almín.
(Possa o seu amor ser o solo onde cresçam nossas ações).
Amém.

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