A opção
Ele é vocalista e baixista de uma banda de rock de Londrina. Quando não atua em sua banda, exerce trabalhos paralelos ligados à cultura. E como ele mesmo confessou, faz o que gosta. Seu nome, fictício, é Barros Augusto e tem 27 anos. Uma de suas primeiras declarações já resume muito do assunto: ''É muito difícil eu me envolver emocionalmente com alguém; por pura falta de interesse''. Ter filhos integra seu rol de sonhos, mas casar, não. Oito meses foi o recorde de duração nos seus namoros. Apesar de não se firmar em relacionamentos duradouros, Augusto enfatiza que adora ''paquerar as meninas'' e conhecer novas pessoas. ''Quando não estou trabalhando vou aos botecos, festas e shows'', disse, quando questionado aos programas preferidos. A parte ruim de estar sozinho aparece geralmente aos domingos, quando Augusto está ''sobrevivendo à turbulência do final de semana que passou'', e coincidentemente ninguém telefona. Na ocasião, Ninon está sempre por perto: uma gata preta que Augusto tem há 15 anos. ''Eu cozinho muito bem, de preferência ouvindo música. E eu consigo administrar a casa sozinho'', orgulhou-se. O lado bom da solidão, para Augusto, é o descompromisso. ''Não preciso prestar satisfação a ninguém, tenho muita liberdade e vivo mais desregrado. Mas quando acaba esse ciclo, bate um vaziozinho. Sinto falta de não ter alguém especial para conversar''. Segundo Augusto, quem está solteiro não é tão tranquilo quanto parece: ''é mais desesperado e vive suprindo a solidão, que muitas vezes é voluntária''. Para finalizar a conversa reflexiva, Augusto declarou que pode conhecer uma pessoa especial e se interessar, mas a maior parte do tempo está solteiro. Por opção.(L.O.)





