A nova cortada dos adolescentes
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 24 de abril de 1998
Simone Mattos 
Saques com efeito e cortadas certeiras. Este é o objetivo que se torna cada vez mais comum entre crianças e adolescentes curitibanos. Desde a instalação do Centro Rexona de Excelência do Voleibol na cidade, comandado por ídolos nacionais como Bernardinho e Fernanda Venturini, o vôlei se tornou mania.
O estudante Eric Francisco, 13 anos, conta que sempre quis jogar vôlei, mas a oportunidade só surgiu com a vinda do Rexona à cidade, em março do ano passado. Meu pai soube e conseguiu me inscrever no teste de seleção, lembra ele. Apesar de ter ficado muito nervoso consegui ser aprovado e foi uma festa.
Hoje ele treina no Tarumã pela manhã e na escolinha de vôlei do colégio onde estuda durante a tarde. Eric afirma que quer ser um grande jogador, assim como Giovani, Alberti ou Bernardinho, seus ídolos no esporte.
Kraw PenasArtur, 11, é fã de Tandy e acha demais poder treinar ao lado de grandes jogadores
Apesar de sempre ter gostado de assistir e jogar vôlei, ele conta que percebeu uma mudança radical em seus colegas, que antes só pensavam em futebol. Acho que o vôlei está mesmo entrando nas paradas.
Ele conta que, no condomínio onde mora, a pressão dos adolescentes foi tão grande que recentemente foram compradas redes de vôlei, instaladas na areia e na grama, acessíveis a todos os moradores. Acho que a divulgação dos jogos pela TV está fazendo crescer cada vez mais este interesse, explicou.
Suelen Prado de Oliveira, 10 anos, é um exemplo típico da influência recente do esporte entre os jovens. Eu não me interessava pelo vôlei, mas acabei entrando na escolinha e hoje tenho certeza de que este é o meu esporte. Suelen vai aos treinos com o irmão, que também treina no Tarumã.
Ela conta que suas amigas do colégio chegam a sentir ciúmes dela, por treinar no Rexona. Suelen comentou que é visível o grande aumento de procura do vôlei por pessoas da sua idade.
Outro exemplo é o estudante Artur Santiago Barbieri dos Santos, 11 anos, que começou a treinar vôlei porque a mãe o colocou na escolinha e agora está gostando tanto que não pensa mais em parar.
Fã do jogador Tandy, ele conta que se sente orgulhoso em poder participar da escolinha do Rexona e treinar ao lado de grandes nomes. Jogar com eles é um incentivo, afirma.
A aluna Natália Fraga Garcia, dez anos, concorda que a oportunidade de treinar ali é um dos fatores que incentivam e motivam os jovens. Ela joga vôlei há três anos, mas começou a frequentar as aulas do Rexona no ano passado. Aqui o treino é muito mais puxado e os equipamentos são melhores, afirmou.
Natália sonha em ser jogadora profissional e conta com orgulho que seu tio é técnico de um time profissional de vôlei na França. Entre as jogadoras do Rexona, sua preferida é a atacante Érika.O rápido sucesso do Centro Rexona de Excelência do Voleibol faz adolescentes optarem pelo esporte de Fernanda Venturini e Bernardinho
Kraw PenasSuelen, 10, passou a gostar de vôlei depois que entrou na escolinha do RexonaAcho que o vôlei
está mesmo entrando
nas paradas


