São Paulo, 11 (AE) - A arquitetura contemporânea israelense vem conquistando uma posição de destaque no cenário mundial por promover uma interessante fusão de novos elementos construtivos e de materiais à tradição milenar da região e cunhar uma identidade cultural, que segue na contramão das experiências massificadoras da globalização. O público paulistano terá a oportunidade de ver alguns exemplos dessa arquitetura com a exposição "Encontros - O Paradoxo Vernacular da Arquitetura Israelense", que será inaugurada amanhã (12) à noite, a partir das 20 horas, no Centro Cultural Universitário Maria Antonia, em São Paulo.
Reunindo uma série de fotografias, a mostra procura dar ênfase aos projetos concebidos a partir das características culturais e materiais do lugar onde seriam construídas, criando o que o curador Ami Ran define como "arquitetura contextual e valiosa". O evento também tem por objetivo estimular uma maior aproximação entre israelenses e brasileiros, colocando em destaque os pontos em comum. As arquiteturas modernas dos dois países têm uma origem semelhante, sendo ambas fruto da forte imigração européia.
Para fortalecer essa ponte entre os dois países, o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) realiza domingo o seminário Encontro de Arquitetura Brasil-Israel, com palestras da engenheira Anat Falbel, do arquiteto e curador da Bienal de Arquitetura, Lúcio Gomes Machado, e da arquiteta paisagista Rosa Grena Kliass que esteve em Israel e voltou encantada com o que viu: "Foi uma das experiências que mais me emocionaram", conta ela, afirmando que o paisagismo isralense tem um tom de celebração, que se está perdendo no restante do mundo. "O que vemos por lá tem a força da ideologia, da busca de uma nacionalidade". Serviço - "Encontros - O Paradoxo Vernacular da Arquitetura Israelense". Diariamente, das 9 às 23 horas. Centro Universitário Maria Antonia. Rua Maria Antonia, 294, tel.(011) 255-5538. Até 26/7.

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