A natureza em cenário global
A televisão brasileira produz efeitos de deixar qualquer lugar bonito. O bairro de São Cristóvão, no Rio, mostrado na novela ''O Clone'' parecia um ajeitado subúrbio carioca. Sem considerar o valor histórico do local, a realidade é uma visão bem menos agradável. Mas nem todos os lugares precisam de retoques. Há alguns que, pelo contrário, são bem melhores quando se está ao vivo. É o caso dos Lençóis Maranhenses, a 320 quilômetros de São Luís, também usados como cenário para a produção global.
Não é exagero dizer que a impressão causada por aquelas piscinas entremeadas com montanhas de areia é indescritível. Como dar a dimensão no papel a um deserto, cheio de água, maior do que a cidade de São Paulo? Seguramente é dessas tarefas que tornam ingrata a escolha da profissão. A região tem 155 mil hectares de grandes dunas, lagoas, rios e mangues.
Comecemos então dizendo que o que se vê nos Lençóis Maranhenses é apenas uma pontinha. Suficiente para voltar da viagem deslumbrado e recomendar o destino aos amigos.
As três principais lagoas visitadas nos passeios que partem de Barreirinhas são a Bonita, a Azul e a do Peixe. Claro que essas denominações servem mais de referência para os guias. O visitante não tem como distinguí-las do resto. Dispensável. Há tantas piscinais naturais para se escolher.
Antes de partir, lembre-se de que estará num parque nacional, portanto, não haverá lugar para comprar nada por perto. No caminho, é possível encontrar uma birosca ou outra. Mas, para garantir seu bem-estar, leve protetor solar, água, frutas e cereais (a quantidade depende de quanto tempo pretende ficar por lá).
Importante: ponha na mochila saquinhos para trazer o lixo de volta à cidade. Outra dica é nunca se distanciar muito do grupo. Contam histórias cabeludas de pessoas perdidas andando sozinhas pela areia. Lenda ou não, ninguém quer pagar para ver.
Tudo preparado, roteiro decidido com a agência bem acertado, aliás, para não correr o risco de descobrir já no parque que o motorista não sabia da ida à Lagoa Bonita, a mais longe das três , chegou a hora de escalar morros de areia com mais de 30 metros, se banhar e principalmente se impressionar com o meio ambiente.





