A música salta os muros da prisão
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 20 de novembro de 2002
Nelson Sato<br> Reportagem Local 
Reinaldo Fernandes da Cruz, o ''Estilo'', não é o único rapper do país que está preso ou passou pela experiência amarga de dormir uma noite na cela. Outros artistas de ''ficha suja'' já obtiveram algum destaque atuando no gênero.
Na Casa de Detenção de São Paulo, os grupos Detentos do Rap, 509-E e Comunidade Carcerária ganharam notoriedade conseguindo projetar suas músicas para fora dos muros do presídio. Os Detentos lançaram seu CD de estréia ''Apologia ao Crime'', em 1998, depois de ser descoberto pelo DJ Iraí Campos. Chancelado pelo selo Fieldzz, foi o primeiro disco da história gravado totalmente dentro das grades.
O 509-E veio em seguida com o CD ''Provérbios 13'', lançado pela gravadora Atração. Formado pelos rappers Dexter e Afro-X, o grupo aborda nas letras temas sobre o dia-a-dia na prisão e questões anti-raciais levantadas por Martin Luther king e Malcom X.
O Comunidade Carcerária apareceu há dois anos com o CD homônimo, prestando mais um testemunho da realidade do Carandiru.


