A música erudita reverencia Bach
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quinta-feira, 27 de julho de 2000
France Presse 
Há exatamente 250 anos a música erudita perdia um de seus maiores criadores Johann Sebastian Bach. Ou simplesmente Bach, um dos compositores mais prolixos da história da música, que influenciou amplamente as gerações seguintes.
Redescoberto no século 19 pelos românticos, o compositor alemão elevou ao apogeu a arte de compor música para duas ou mais vozes ou instrumentos (contraponto), integrando as influências alemãs, francesas e italianas da época, abrindo caminho para as tendências futuras.
Sua imensa obra, que soma mais de mil composições, cobre todos os campos, exceto o da ópera, a qual permaneceu alheio. Vai desde as cantatas aos concertos, passando pelas Paixões, criações magistrais jamais igualadas.
Bach nasceu a 21 de março de 1685 em Eisenach (região da Turingia), de uma família de músicos. O casal Bach produziu 13 intérpretes ou compositores entre 1580 e 1845. Seu próprio pai foi o músico da cidade e viveu toda a vida nessa região da Alemanha.
Depois da morte precoce dos progenitores, Johann Sebastian dirigiu-se à cidade de Ohrdurf para viver com o irmão mais velho. Depois, em Luneburgo, onde participava de uma escola de latim, converteu-se em virtuose no órgão.
Organista na cidade de Arnstadt em 1703, e depois em Muehlhausen no ano seguinte, compôs suas primeiras cantatas. Casou-se com uma prima afastada, da qual teve sete filhos. Passou a maestro concertista e organista na corte da Saxônia-Weimar, onde permaneceu nove anos, durante os quais compôs tocatas para cravo, e uma grande parte de sua obra para órgão.
Os conflitos com seus empregadores, que o perseguiram durante toda a vida, o obrigaram a partir primeiro para Koethen, em 1717, e depois para Leipzig em 1723. Curiosamente, Bach foi apenas o terceiro candidato ao cargo de diretor oficial de capela de Leipzig, uma cidade que ficou ligada para sempre a seu nome.
O cargo era difícil: tinha que compor cada semana diversas cantatas para as quatro igrejas da cidade. Bach produziu nesse momento suas maiores obras, como as paixões segundo São João (1724) e São Mateus (1727), o oratório de Natal (1734) e a arte da Fuga (1740).
Casou-se novamente, em 1721, com Anna Magdalena Wilcken, que lhe deu treze filhos. Afetado por uma catarata, operado duas vezes, Johann Sebastian Bach morreu dia 28 de julho de 1750, aos 65 anos.


