O músico londrinense Otávio Vazzi é a atração de amanhã no Bar Chopp 4, em Maringá. Ele se apresenta acompanhado do violão, a partir das 20 horas, com um repertório que congrega a velha guarda da MPB - como Pixinguinha e Noel Rosa- e, principalmente, compositores e cantores contemporâneos como Djavan, Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Marisa Monte, entre outros. Ou seja, o lado mais sofisticado da música brasileira.
Otávio Vazzi tem 22 anos e toca violão há 12 anos. Quem o vê e o ouve tocar MPB jamais poderia imaginar que sua inclinação musical começou pelo rock. E rock pesado. Ele inclusive chegou a tocar em algumas bandas. A conversão à música brasileira aconteceu de maneira insólita. Era junho de 92 quando um amigo músico, adoentado, pediu para que Otávio o substituísse num bar de Londrina, voltado para a MPB.
Ele foi. Mas para agradar a clientela, tocou alguns sucessos do rock nacional e uma pequena quantidade de tradicional música popular brasileira. Deu certo. Tanto que o dono do estabelecimento o chamou para tocar na semana seguinte e, diante do convite, coube a Otávio ampliar um pouco mais o repertório. ‘‘Foi uma mudança brusca realmente, mas eu já estava um pouco cansado de tocar rock. Encontrei a MPB’’- lembra.
Odonto e música Hoje ele garante ter um repertório com cerca de 500 músicas que abrangem os mais diversos estilos. E foi com esse currículo que ele tocou em alguns bares e espaços badalados de Londrina como a Confraria da Cerveja, Valentino, Hotel Sumatra, entre outros. Além disso, ele conquistou o terceiro lugar ao defender a música ‘‘Noite Fria de Outono’’ (Ricardo e Maurício Arruda Mendonça), no Festival ‘‘A Musical da Canção’’, realizado em 94, no Cine-Teatro Ouro Verde de Londrina.
Mais recentemente, ele tocou em alguns bares de Curitiba por onde permaneceu por um ano, fazendo um curso de aperfeiçoamento em cirurgia oral-menor. Vamos explicar: é que além de músico, Otávio Vazzi é dentista formado pela Unopar.
Mas, como garante, dará para conciliar os dois prazeres - a música e a odontologia. ‘‘Não sou de beber quando trabalho como músico e por isso dará para levar as duas coisas’’- diz ele. ‘‘Porém, se tiver que optar entre uma coisa ou outra, aí... Bem, acho que vou ser piloto de avião’’- completa com bom humor.

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