A Copa do Mundo de Futebol começa dia 31 de maio em Seul, a capital coreana de 10 milhões de habitantes. É a primeira oportunidade para você descobrir alguns dos segredos da Coréia do Sul. A metrópole é quase um caos. Assim como as grandes metrópoles do mundo, tem trânsito intenso e milhares de pessoas caminhando apressadas pelas ruas. Entrar em um shopping no sábado à tarde só no corpo a corpo. Lojas apinhadas de produtos na superfície e nos subterrâneos do lado das estações do metrô. Nas ruas, vendedores ambulantes oferecem peixes secos e frutos do mar. Um cheiro forte, impregnante.
Seul é dividida pelo extenso Rio Hangang. De um lado, os verticais conjuntos habitacionais. Do outro, o centro comercial e financeiro. Os edifícios residenciais têm o mesmo padrão, um parece cópia do outro. Os que abrigam os escritórios das grandes empresas têm amplas fachadas de vidro.
Ao norte do rio, está a parte tradicional da capital. São templos budistas e confucionistas – as duas religiões mais fortes do país –, famosos mercados populares e antigos distritos da época em que a Coréia ainda era um reinado. No sentido sul do Hangang está situado o famoso bairro de Gangnam, dos jovens endinheirados com os negócios da Internet – idêntico ao Vale do Silício dos norte-americanos na Califórnia.
Antes de se entusiasmar com a capital coreana, não se esqueça da longa viagem entre São Paulo e Seul e do fuso horário – 12 horas a mais em relação a Brasília. No desembarque, a primeira visão é de um país exótico e diferente. Os vôos internacionais pousam no Aeroporto de Incheon, que entrou em operação em março de 2001. É considerado o maior da Ásia e tem capacidade para servir 100 milhões de passageiros por ano – um templo da modernidade que sugere uma nave espacial.
De Incheon ao centro de Seul, são quase duas horas de ônibus se o trânsito estiver leve. Na capital, inicie o seu roteiro turístico pelo distrito de Itaewon, no coração da cidade, um reduto de 2 mil lojas, vários restaurantes e dezenas de bares de jazz. É um bairro dedicado ao turismo e os preços não são nada abusivos. A noite é muito agitada.
Quem prefere entrar na história, não pode deixar de visitar o ‘‘mundo do rei’’, um extenso parque com os Palácios de Gyeingkgung, Changgyeonggung e o Changdeokgung, todos da dinastia Joseon, do ano 515 a 1395. O complexo está muito próximo do centro. E é impressionante. Basta você entrar no palácio para a poluição sonora da metrópole desligar. A visita não custa mais de US$ 5.
Outro passeio indispensável é subir na Seul Tower, uma torre de mais 300 metros de altura. Restaurantes, lojas de souvenirs e um mirante de onde se pode contemplar toda Seul. Custa US$ 4 a entrada.
Se você escolher o bondinho para subir e descer o morro da torre deve desembolsar mais US$ 8. Visite a torre à noite, pois o visual é bem mais interessante.
Quem prefere o futebol, uma visita ao novo Seul World Cup Stadium é indispensável. O estádio foi construído especialmente para receber a Copa do Mundo 2002. Tem capacidade para 60 mil pessoas e faz parte do Parque do Milênio, uma área de 6,6 milhões de metros quadrados. O complexo abriga cinco parques, um deles à margem do rio, um museu da ciência e o Estádio de Seul.
O Departamento de Turismo de Seul garante que não faltarão apartamentos para hospedar os visitantes durante o Mundial. E os preços vão variar de US$ 40 a US$ 500 a diária. Transporte também não será problema. A malha do metrô garante os passeios. São oito linhas cobrindo todo o território de Seul. Nas ruas, os homens costumam usar ternos pretos e as mulheres também são bastante discretas. Parece que todo mundo é irmão, tamanha semelhança na fisionomia, no corte dos cabelos e no modo de se vestir. Difícil mesmo é entender o que eles falam. O idioma é complicado e, fora dos hotéis, quase ninguém fala inglês.

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