Foi com os lucros do longa-metragem ‘‘Branca de Neve e os Sete Anões’’ que Walt Disney começou seu império - com produções de cinema, televisão e dois superparques (a Disneylândia, inaugurada em 1955, na Califórnia, e a Disneyworld, em 1971, na Flórida). Em 1924, Disney já havia feito sucesso com o desenho de curta-metragem inspirado no livro ‘‘Alice no País das Maravilhas’’. Ao todo, foram produzidos mais de 600 filmes até hoje, que renderam 39 Oscars a Disney, que morreu em dezembro de 1966. Com ‘‘Branca de Neve’’ ele ganhou um Oscar especial pelas inovações técnicas.
Se no cinema ele encantava as crianças com suas histórias, na vida real a situação era bem diferente, pelo menos de acordo com uma biografia não-autorizada, lançada há dois anos. O escritor Marc Eliot pinta um quadro sombrio de Walt Disney, retratado como informante do FBI (o serviço secreto norte-americano), alcoólatra, conquistador, anti-semita simpatizante do nazismo e ditador no tratamento com os funcionários. Disney ganhou ainda outras três biografias, que passaram pelo crivo da família e, por isso mesmo, são mais leves. (C.C.)

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