A miscelânea cultural do México
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quarta-feira, 25 de setembro de 2002
Flávia Perin<br> Agência Estado 
Nem só de mariachis e tequila é feito o México. Uma miscelânea de atrações fora do comum compõe o roteiro pelo Estado de Yucatán, na península de mesmo nome. E note que é nessa mesma ponta do mapa que se encontra a filha mexicana mais famosa, Cancún no Estado vizinho de Quintana Roo. Mas deixe-a para outra ocasião e conheça a diversidade que os yucatecos se orgulharão em lhe mostrar.
Começando pela capital, Mérida, chamada pelos espanhóis que a fundaram de ''cidade branca''. Cor que, por sinal, lhe cai muito bem, já que lá se testemunha um país que mantém viva sua porção européia, da época do auge da produção do sisal. O que não falta são provas. Imponentes construções clássicas, museus e monumentos, charme e requinte à mesa os meridianos capricham ao receber seus visitantes.
Os anos de glória deixaram outra marca. As haciendas (fazendas) dos colonizadores, que tiveram retomada a sua majestuosidade. Hoje, hospedam com luxo de sobra o viajante mais exigente.
E não há como ignorar a verdadeira raiz do povo de Yucatán. Está tudo guardado em centenas de sítios arqueológicos maias, dois deles declarados Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco: Chichén Itzá e Uxmal.
A natureza também não fica de fora. Deu sua contribuição aos antigos habitantes, brindando essa terra com centenas de cenotes (piscinas naturais), que saciaram a sede dos maias. No presente, elas matam a ansiedade dos turistas em busca de beleza.
Na cidade de Celestún, a 96 km de Mérida, milhares de flamingos rosa pousam e posam, para as câmeras, pois de lancha o turista os observa de perto. Após o passeio, uma esticada até a praia local, pouco falada entre os forasteiros. E, agora que você já sabe que não precisa ir a Cancún para pisar na areia, responda: que tal Yucatán?


