Junho é mês de festa no Nordeste. É tempo de pamonha, pé-de-moleque, cachaça e, claro, muito forró. Nas ruas, cheias de bandeirolas, impera o som da zabumba, do triângulo e da sanfona.
Os folguedos de São João já estão esquentando as noites nordestinas, principalmente nas cidades do interior. Mas o melhor ainda está por vir com a celebração dos dias de São Pedro e São João – que marca o auge das festas, no dia 23, quando os devotos agradecem o santo pela safra de milho.
Campina Grande, na Paraíba, e Caruaru, em Pernambuco, têm os arraiais de maior destaque e disputam ao ritmo do forró, o título de melhor São João do mundo. As armas usadas na ‘‘peleja’’ são fogueiras, xote, baião e muita diversão. Quem ganha com a rixa é o turista, que consegue conhecer o verdadeiro forró pé-de-serra e a cada ano se surpreende com alguma novidade. Tem o trem do forró, o casamento coletivo, fogueiras gigantes, orquestra sanfônica, gaydrilha...
Mas a tradição e o folclore ultrapassam as fronteiras e se espalham por outros Estados. Todos compartilham da mesma animação, mas cada um do seu jeito. Do colorido bumba-meu-boi do Maranhão às famosas quadrilhas na Bahia, o Nordeste se transforma num grande arraial. Não é preciso chapéu de palha nem camisa xadrez para entrar no ritmo da festa. Apenas reserve alguns pares de sapato a mais, pois o arrasta-pé de lá dura o mês inteiro.

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