Semana de carnaval. E, além de Momo, quem reina absoluta é a cerveja, preferida por 10 entre 10 foliões. Antes de todo mundo entrar no baticum da folia, vamos refrescar a memória resgatando a história da bebida que ganhou o mundo e não sai do copo dos brasileiros.
A cerveja já era conhecida há 6 mil anos. Inscrições em murais encontrados no Oriente Médio dão conta de que os sumérios já produziam uma mistura à base de cevada que é a ancestral dessa versão estupidamente gelada que, hoje, faz bater o coração dos cervejeiros.
Quando começou a ser produzida, a cerveja era dedicada à deusa Nina, que não tem nada a ver com as loiras gostosonas que aparecem na propaganda das fábricas modernas. Mas a deusa devia ser mesmo poderosa. Tanto assim, que a bebida consagrada a ela atravessou o tempo e na Idade Média começou a ser fabricada nos mosteiros católicos da Europa. Ah, os monges! Além de bons conhecedores do vinho, não eram nada bobos para pesquisar a bebida à base de cevada, lúpulo e água. Neste tempo a levedura ainda não era conhecida. Só em 1876, Pasteur revolucionou a indústria da cerveja com seu estudo sobre microorganismos que resultaram na pasteurização, técnica utilizada na fabricação da cerveja. Também na cidade de Pilsen, da República Tcheca, os cervejeiros contribuíram para melhorar ainda mais a bebida com a descoberta da baixa fermentação. Foi a partir disso que a antiga mistura escura, feita à base de cevada, ganhou a cor clara conhecida hoje em dia. E para essa gostosura ficar evidente os copões de cerâmica. antes usados para beber cerveja, foram substituídos pelos copos de vidro transparente onde a ''loira'' passou a ser servida gelada e transbordante. Já estão com sede? Pois aproveitem a folia de Momo com um copo na mão, mas sem perder a cabeça. Lembrem-se que a bebida dedicada à deusa Nina é poderosa mas deve ser usada para o bem e não para derrubar mortais no salão.

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