A literatura pede passagem
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quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Nelson Sato <br>Reportagem Local 
O escritor argentino Julio Cortázar (1914-1984) comparou, certa vez, a literatura ao boxe assinalando que ''diferente do romance, que vence o leitor por pontos, o conto deve vencer sempre por nocaute''.
O pernambucano Marcelino Freire é um aplicado aluno das lições do ringue, elogiado pela crítica como um dos expoentes da mininarrativa contemporânea brasileira. Convidado do Festival Literário de Londrina/Londrix, ele participa de duas atividades hoje: o lançamento de seu novo livro ''Amar é Crime'', às 17h30, e um bate-papo com a poeta londrinense Samantha Abreu, às 19h, ambos no Centro Cultural Sesi.
Não é a primeira vez que vem ao evento. Esteve na edição de 2006 ao lado de Daniel Galera, Marcelo Mirisola, Ronaldo Bressane e outros autores. Há dois anos, voltou à cidade como convidado do Sesc dividindo uma mesa de debates com o gaúcho Fabrício Carpinejar.
Seu novo livro reúne 12 histórias em prosa curta que abordam temas como amor e morte, começo e fim, sexo e política. Foi lançado pelo coletivo EDITH.
Nascido em Sertânia, no sertão pernambucano, Freire vive há duas décadas em São Paulo. Premiado com o Jabuti em 2006 pelo livro ''Contos Negreiros'', é autor também dos volumes ''EraOdito (de aforismos - 2002), ''Angu de Sangue'' (contos - 2000) e ''BaléRalé'' (contos - 2003).
Fez parte das antologias ''Geração 90'' (2001) e ''Os Transgressores'' (2003), organizadas pelo escritor Nelson de Oliveira e publicadas pela Boitempo Editorial. Agitador cultural, criou o próprio selo (eraOdito) pelo qual publicou livros gratuitos de Moacyr Scliar, Glauco Mattoso e Manoel de Barros, além da antologia ''Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século'' (parceria com a Atêlie Editorial).
É também um dos editores da ''PS:SP'', revista de prosa lançada em maio de 2003, e criador da Balada Literária, evento que desde 2006 reúne escritores, nacionais e internacionais no bairro paulistano da Vila Madalena.
Homenagem
O Londrix está homenageando o poeta, cronista e jornalista londrinense Nelson Capucho pelos 35 anos de carreira profissional e literária. O tributo inclui uma exposição de artes plásticas na Centro Cultural Sesi que reúne pinturas e desenhos inspirados em seus poemas. A mostra traz trabalhos de Bruna Casarin, Thales Malassise, Marcela Lissa, Endrio Santana, Daniele Chineider, Sassá, Yashiro Imazu e Isabela Bortolotto.
O espetáculo ''O Vermelho e a Neblina'' foi montado também para exaltar a obra do autor. Será apresentado hoje, às 21h, no Teatro Zaqueu de Melo como uma espécie de sarau juntando poetas e músicos no palco. Capucho é autor dos livros ''Solta Chama'' (edição de autor - 1980), ''Sundae Cogumelo'' (Editora Cavalo Incendiado - 1983) e ''Vida Vadia'' (Editora Pé Vermelho - 1995).
Participou das antologias ''Aos Amigos e Inimigos'' (1981), ''Vozes'' (1982), ''Em Família'', com Ademir Assunção e Nilson Monteiro (1982) e ''Feiticeiro Inventor'', com Alice Ruiz, Paulo Leminski, Helena Kolody e outros poetas (Editora Criar - 1986). Ganhou o prêmio Paraná de Jornalismo (1985) e o prêmio Volvo de Jornalismo, com a equipe da Editoria Especial da Folha de Londrina (1989). Também tem poemas musicados e gravados por Madan e Bernardo Pellegrini.


