A Lei e o Crime aposta em casos barra pesada
PUBLICAÇÃO
domingo, 25 de janeiro de 2009
Alberto Pereira Jr.<br> Folhapress 
Investindo no realismo para retratar a vida nas favelas cariocas, o seriado policial ''A Lei e o Crime'' (Record) vai continuar apostando em casos barra-pesada. Uma chacina, o assassinato de um travesti, um caso de pedofilia e um castigo aplicado a uma mulher adúltera serão alguns dos temas a serem abordados.
''O programa mostra que a fronteira entre a lei e o crime é tênue. Tratamos de temas espinhosos e polêmicos. Não tenho medo de tocar nesses assuntos'', afirma o diretor Marcílio Moraes, que diz tirar inspiração do cotidiano. ''Não tenho a intenção de ser sensacionalista nem de chocar. Mas vemos crimes piores nos jornais e nos telejornais Brasil afora.''
Segundo ele, uma grande chacina vai abalar os rumos da trama - prevista para terminar em abril. ''Esse crime vai ao ar no capítulo dez (que deve ser exibido no dia 9 de março) e mexerá com os destinos dos personagens'', adianta.
Até lá, outros casos movimentarão ''A Lei e o Crime'', como o do castigo que uma mulher sofrerá por ter traído o marido e o o assassinato de um travesti. O homossexual será encontrado morto após passar a noite com Saulo Vasconcelos (Augusto Aguiar). ''Ele é um cara metido a machão, que não admite dúvidas sobre sua sexualidade'', revela o autor.
O caso será investigado na delegacia de Catarina Laclos (Francisca Queiroz) e vai estar sob os cuidados do mau-caráter Ari. Segundo o ator, Ari é a personificação da maldade. ''Ele é um excelente investigador, mas trabalha para seus próprios interesses. Para mim, o pior criminoso é esse, que está protegido pela legalidade'', comenta.


