Aos 33 anos, Marcos Pasquim encarna o galã do século 21 e reacende a polêmica da beleza x talento dizendo que é vítima de inveja dos ‘‘feinhos’’ do teatro
‘‘Que as feias me perdoem, mas beleza é fundamental’’. A célebre e polêmica idéia expressada nesta máxima de Vinicius de Moraes foi ampliada para o mundo da televisão por Marcos Pasquim, o galã que viveu – de cama em cama – Dom Pedro I na picante minissérie ‘‘O Quinto dos Infernos’’.
‘‘Muitos colegas de teatro se incomodam com os modelos que ganham uma chance na televisão. Na verdade, o problema deles é que muitos são bem feinhos e sentem uma certa inveja da gente’’, alfinetou. ‘‘Quem liga a televisão, quer ver gente bonita. Não dá para escapar disso’’.
O paulistano Marcos Fábio Prudente (seu apelido de infância era Pasquim), 33 anos, diz ter consciência que sua fama ainda está mais ligada a seus dotes físicos do que a sua capacidade de interpretação, mas diz que aos 10 anos de carreira ainda tem muito a aprender. ‘‘Quando começou, Vera Fischer não era a grande atriz que é hoje, era apenas uma mulher belíssima. O importante é aprender a cada trabalho, porque qualquer ator quer ser reconhecido como um ícone de interpretação’’, disse o ex-modelo, que também foi programador de computador, antes de ser descoberto por Wolf Maia para o espetáculo ‘‘Blue Jeans’’, marco do teatro comercial carioca.
As afirmações de Pasquim foram feitas em uma entrevista coletiva no último sábado em Guarapuava, onde o global foi príncipe por três dias e sentiu na pele o que significou interpretar o primeiro chefe de Estado brasileiro na intimidade. Como monta à cavalo muito bem (‘‘E tem que saber montar mesmo, senão não consegue interpretar’’), foi escolhido como um dos protagonistas das Cavalhadas, um superespetáculo com 800 atores amadores e 60 cavalos que revivem a tradição secular de celebrar o conflito entre mouros e cristãos na Península Ibérica.
Novamente ele atuou como nobre – o Príncipe Cristão que liberta a princesa, presa na torre do castelo - e foi o mais ovacionado na arena, que recebeu cerca de 8 mil pessoas em cada uma das noites do evento. Causou furor ao beijar com uma intensidade inédita a estudante Kelly Bach, bancária de 19 anos, que interpretou a princesa raptada.
No domingo, foi jurado na escolha da princesa para a festa do ano que vem. ‘‘Quero me desligar um pouco do teatro e da televisão. Curtir um pouco o momento, aproveitar porque isto passa logo. Quero fazer estes eventos especiais e faturar um pouquinho conhecendo o Brasil’’, disse o ator, que recebeu R$ 15 mil de cachê.

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