A incrível arte da gambiarra
Stressionista que é stressionista, afirmam os iniciados, já nasceu pré, pós e neo. Então, o que dizer de ser ou não vanguarda? Elementar meu caro Watson.
Para quem ainda não entendeu os pressupostos do stressionismo não precisa correr tomar uma neosaldina para dor de cabeça de tanto queimar a mufa.
Não existe mistério. O que os adeptos querem é disseminar a sua arte plástica, música e literatura, em especial a gambiarte.
Gambi o quê? Arte, um gênero artístico inventado pelo grupo em que a semelhança com qualquer gambiarra não é mera coincidência.
''Gambiarte é a arte do improviso, das soluções inesperadas, da criatividade, do jeitinho brasileiro'', diz o Manifesto Stressionista.
Um jeito irônico de ser e de fazer arte que, além de telas e esculturas, já produziu curtas com participações em alguns festivais.
O vídeo ''O Tempo'', de Wilson Inácio, foi considerado o melhor vídeo do mês de setembro, do Festival do Minuto 2007.
Inácio também criou um personagem de animação, ''Zuid'', um crítico de arte, poeta, músico e motoboy, que está em tratamento psiquiátrico.
Produzidos com câmeras de baixa resolução, vídeos como ''O Incrível Capitão Stress'', já participaram da Trash - 3º Mostra Goiana de Vídeo Independente''.
Tudo é feito dentro das técnicas da gambiarte. Porém, apesar de ser editado num computador que mais parece uma gambiarra e de utilizar equipamentos como gruas feitas de cadeiras giratórias, as produções made in stressionismo são - no mínimo - curiosas, divertindo também pela proposta (F.L.).





