A humanidade no banco dos réus
A humanidade no banco dos réus
DivulgaçãoJulgamento em Nuremberg não é apenas um filme, mas uma atitude e um grito de alertaQuase 40 anos depois de sua estréia, em 1961, Julgamento em Nuremberg é lançado em vídeo. Devido a isso, poucas pessoas assistiram ou ouviram falar dessa obra-prima do cinema, principalmente os mais jovens. O que é uma pena porque o filme coloca a humanidade no banco dos réus, mostrando um dos períodos mais marcantes deste século: o julgamento dos responsáveis pelos crimes cometidos contra os judeus durante a Segunda Guerra Mundial, pela alta hierarquia nazista.
Indicado para onze Oscars, inclusive de melhor filme, Julgamento em Nuremberg foi dirigido por Stanley Kramer, responsável por outras grandes produções como Matar ou Morrer e O Vento Será Tua Herança, e tem um elenco de astros e estrelas: Spencer Tracy, Burt Lancaster, Marlene Dietrich, Judy Garland, Montgomery Clift e Maximilian Schell. Ao colocar no banco dos réus os criminosos nazistas, o filme não julga apenas a questão alemã, mas a humanidade como um todo.
Julgamento em Nuremberg pode ser aplicado a outros genocídios praticados neste século como a bomba atômica jogada sobre Hiroshima e Nagasaki e a estúpida Guerra do Vietnã. A obra de Stanley Kramer pode não mudar nada, mas é um grito de alerta para uma humanidade que esquece e perdoa com facilidade. Por tudo isto, a fita deve ser vista por todos e fazer parte das aulas de história, pois é um documento vivo e contundente sobre a irracionalidade humana.
Não se pode esquecer que os crimes cometidos pelo regime Hitlerista não foram os primeiros e, provavelmente, não serão os últimos. É contra essa possibilidade que Julgamento em Nuremberg cumpre seu papel, rompendo o silêncio e trazendo a verdade à tona. Além de chegar às locadoras para locação, a fita também está sendo lançada pela Warner Home Vídeo no sistema sell-thru (venda direta ao consumidor), ao preço de R$ 24,00. Julgamento em Nuremberg merece fazer parte do acervo doméstico pelas suas qualidades artísticas e históricas.
Duração: 187 minutos. (C.M.)





