A hora e a vez do artesão
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 30 de junho de 1998
Érika Pelegrino 
O artesanato produzido em diversos países e estados brasileiros poderá ser apreciado na VI edição da Feira Internacional de Artesanato (Feiarte), que acontece em agosto em Londrina. A feira é realizada em Curitiba e pela primeira vez acontecerá também em Londrina, junto com outro evento de Curitiba, a Feira de Lar e Decorações.
A feira nasceu em Curitiba no início da década como uma feira de artesanato local, realizada no final de ano junto com um salão de Natal. O gerente de marketing da Diretriz Empreendimentos S/A, promotora atual do evento, Jackson Hara, conta que depois da 2ª edição, a feira deixou de ser realizada, devido a dificuldades enfrentadas pelos artesãos.
Ele explica que uma feira de artesanato não é fácil de ser organizada e tem uma série de exigências. O artesão precisa ter o preço de suas mercadorias subsidiado, além de ser necessário o apoio lojístico que implica em hospedagem, transporte e outros custos.
Sem este apoio o artesão não tem condições de participar da feira, afirma Jackson Hara. Uma feira de artesanato não obedece aos mesmos padrões de compra e venda de estandes das feiras em geral. Exige um envolvimento maior do promotor, complementa.
Em julho do ano passado o evento renasceu e com o devido apoio, atingiu proporções maiores. Passou a contar com expositores de outros países e estados brasileiros. Hoje é considerada o principal evento de artesanato do país. O sucesso obtido foi grande e no final do ano, a convite do Ministério da Indústria e Comércio, a feira foi para o Rio de Janeiro.
Em sua 5ª edição, realizada em Curitiba no início de junho, a Feiarte contou com expositores de 25 países e 23 estados brasileiros. Mais de 100 mil pessoas visitaram o evento, gerando um faturamento de R$ 4 milhões. Jackson Hara explica que a Feiarte atingiu um alto nível de qualidade, apresentando para o público artesãos reconhecidos mundialmente, como é o caso de Arlindo, de Maceió.
O artesão faz verdadeiras obras de arte esculpindo palitos de fósforo. Ele já ganhou duas vezes o prêmio de Córdoba, de melhor artesão do mundo, afirma Jackson Hara. Infelizmente a sua presença na feira em Londrina ainda não está confirmada. A busca de novos mercados é responsável pela realização da Feiarte em Londrina.
Estaremos apresentando um evento de qualidade para Londrina que não tem tradição de feiras, ao mesmo tempo que buscamos novos mercados, explica o gerente de marketing. O evento em Londrina contará com 300 artesãos de 20 países e 15 estados brasileiros, com 30 mil itens.
Peru, Equador, Índia, Rússia, México, Bolívia, Marrocos, Egito, entre outros estarão mostrando seu artesanato. Muita prataria, roupas, objetos de decoração, estarão à disposição do público. Um dos destaques é o artesanato da Rússia que traz a Matrioska, boneca da sorte confeccionada em madeira e pintada à mão.


