A hora e a vez de Zimmermann
O artista plástico Carlos Eduardo Zimmermann faz desse salão um marco em sua carreira. Na sala Theodoro De Bona, do MAC, com 77 metros quadrados, no centro do prédio, ficará exposta uma instalação de Zimmermann.
Uma grande pedra em acrílica sobre tela nasce de um imenso tapete de terra. É a representação figurativa do meu trabalho e da minha vida, reconhece o artista. Como limite de territórios, a pedra é também o começo ou um marco. Tentei representar uma delimitação do espaço, com a idéia de fronteira e, mais profundamente, uma ligação com uma fase que começou na Grécia, conta.
Desta forma, Zimmermann envolve a pedra com os mistérios da mitologia. Os caminhos são marcos de pedras, por onde os mensageiros dos deuses transitavam. Esse trabalho tem a ver ainda com o desenvolvimento da espiritualidade, da percepção interior e do acúmulo de conhecimento que caraterizam a vida e a obra de Carlos Eduardo Zimmermann.
Numa leitura fácil, ao mesmo tempo que ambigua, a pedra, desenhada numa tela, que por sua vez, fica encostada na parede, tem significados de claro e escuro, sombra e luz, elementos recorrentes no trabalho do artista plástico. (E.M.C.)





