A hora do reconhecimento
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 10 de julho de 1998
Elisa Marilia Carneiro 
João Vieira, diretor superintendente da Folha, junto com o colunista Ney Alves de SouzaA Folha do Paraná/Folha de Londrina recebeu na noite de quinta-feira, em Curitiba, o título de Veículo do Ano no Prêmio Colunistas. Receber o prêmio de Veículo do Ano significa ter o reconhecimento pelo seu trabalho editorial, e por ser o melhor meio para a divulgação dos trabalhos publicitários, disse Fernando Ferrentini, presidente da Associação Brasileira dos Colunistas de Marketing e Propaganda (Abracomp) referindo-se ao prêmio entregue à Folha.
Um prêmio desse quilate, é o melhor reconhecimento pelo trabalho que a Folha vem desenvolvendo, pela seriedade com que trata a informação e pela preocupação de promover melhorias permanentemente, disse o diretor superintendente da Folha, João Vieira.
Considerado o acontecimento publicitário do ano, o 22º Prêmio Colunistas/Paraná reuniu na casa noturna Forum mais de 500 pessoas que foram aplaudir as agências, os publicitários, as campanhas, os comerciais, os anunciantes e os veículos.
Os grandes aparecem naturalmente, pelo seu próprio desempenho. Os prêmios valorizam as equipes e seus clientes, enfatiza o jornalista e publicitário, Ney Alves de Souza, que participou do júri do Grand Prix com os jornalistas, Ferrentini, Márcio Ehrlich, Cícero Lira, Emmanuel Publio Dias, Marcello Queiroz e Silvia Dias de Souza.
Profissional de Propaganda do Ano: Maria Helena Fleck, da Z. PublicidadeSegundo Ehrlich, coordenador nacional do Prêmio Colunistas, tirando o eixo Rio/São Paulo, o Paraná pode ser considerado o maior mercado da publicidade e propaganda do país. Para ele, o fato do Governo Federal ter descentralizado as contas do governo, possibilitou que agências de todo País competissem em condição de igualdade. Hoje, com a tecnologia, o acesso aos meios de produção está mais fácil. Não há mais grandes diferenças.
Na opinião do publicitário Antonio Freitas, diretor proprietário da Master Comunicação, empresa que recebeu quatro prêmios, devemos isso ao fato de investirmos muito no profissional, pagamos bem e temos a responsabilidade de puxar o mercado do Paraná. É uma competição sadia, além do reconhecimento profissional.
O volume de dinheiro que a publicidade movimenta não é muito claro. Os cálculos giram em torno de 1% do PIB Nacional (Produto Interno Bruto), ou seja, cerca de R$ 9 bilhões, no Brasil. O País é o quinto no mundo em investimentos na publicidade e o segundo em criatividade, calcula Ehrlich. Mas ainda é pouco, nos Estados Unidos e em vários países da Europa, investe-se dez vezes mais. No Brasil, há mais ou menos 15 anos, investiu-se cerca de 3% do PIB.
Para se ter uma noção da importância deste prêmio, Ferrentini disse que entre as nove regionais brasileiras do Prêmio Colunistas, houve 10 mil inscrições este ano. No festival publicitário de Cannes, que é considerado o prêmio mais badalado do mundo, foram registradas 12 mil inscrições.


