A história revelada atravésde réplicas de bronze e película

Elisa Marilia Carneiro
De Curitiba

A Quinzena da Cultura Chinesa, promovida pela Secretaria de Estado da Cultura e pela Embaixada da República Popular da China, começa hoje, às 18 horas, com exposições no Museu de Arte do Paraná (MAP) e no Museu da Imagem e do Som (MIS). A programação encerra no dia 23.
No MAP ficam expostas 32 réplicas em bronze de diversos objetos e peças de todas as épocas das dinastias Shang, Zhou Oeste, Hang e Tag, período dos reinos combatentes, datadas de 16 a 11 séculos a.C.
A China - uma das mais antigas civilizações do mundo - possui um rico acervo de relíquias culturais. Os bronzes são uma parte importante desse legado de formas inusitadas, decorações chamativas e conhecimento profissional.
Achados arqueológicos mostram que a tecnologia da fundição do bronze originou-se na China durante o último período da sociedade primitiva, há cerca de 5 mil anos. Os objetos em bronze chineses começaram a aparecer mil anos depois, durante a Dinastia Xia, quando a produção ainda era limitada a pequenos objetos como facas e brocas.
O apogeu da manufatura do bronze ocorreu durante o período da Dinastia Shang - 16 a 11 séculos a.C.. Na última metade da Dinastia Zhou - 11 a 8 séculos a.C -, o rápido desenvolvimento da fundição do bronze permitiu a confecção de peças mais leves e finas.
Mais tarde, avanços da fundição propiciaram a adição de incrustações em ouro, prata, turquesa e latão. O bronze tornou-se mais colorido, e sua produção adaptou-se às necessidades da vida moderna.
Objetos como espelhos, ganchos para cintos, moedas e selos foram produzidos em grande número. Surgiu um novo estágio da arte do bronze com a decoração de figuras humanas.
As 32 peças dessa exposição são reproduções de uma parte do que há de melhor em bronze entre as dinastias Shang e Tang, originárias do Museu Palace de Beijing, que possui uma das maiores coleções de bronzes chineses antigos.
Filmes- No MIS, a Quinzena da Cultura Chinesa vai ser prestigiada com uma série de filmes e uma exposição fotográfica que registram as tradições, os costumes e a arte chinesa.
As exibições dos filmes dublados e legendados em português começam amanhã. às 19 horas, com Descendentes de Confúcio, (101 minutos) obra que mostra a vida de uma antiga e típica família chinesa, descendente de Confúcio. A película retrata os choques sociais em três gerações. A direção é de Wu Yigong.
Um Beijo de Primavera (90 minutos),dirigido por Chen Li, será exibido no dia 13, às 19 horas. Trata-se da história de Di, um menino de cinco ans que vive com a tia Lan Fran. Com sua ingenuidade, honestidade e tolerância, o garoto consegue comover e transformar a atitude da tia perante a vida.
No dia 14, o MIS apresentará o filme A Mulher que Produz Óleo de Sésamo (121 minutos), de Xia Fei. É a história de Xiang Ersao, uma inteligente e talentosa mulher, dona de uma oficina de óleo de sésamo em desenvolvimentos mas com motivos de sobra para ser infeliz.
A mostra da Quinzena Chinesa prossegue diariamente, às 19 horas, com a exibição dos seguintes documentários: Dia 15 - A Província de Guizhou na China e A Cidade de Guagzhou da China; dia 16 - Casamente na China e Yangee, Dança Folclórica do Nordeste da China; dia 17 - A Vida na Terceira Idade na China e Beijing: dia 20 - A Caligrafia na China e O Berço dos Artistas; dia 21 - O Bordado da Província de Shanxi da China e Adornos de Roupas da Mulher na China; dia 22 - O Artesanato da China e As Três Gargantas do Rio Yangtse, e no dia 23 - O Reino dos Sinos e Urso Panda na Montanha Qinling.
A mostra de fotografias, no MIS, é composta de 60 trabalhos medindo 35 com X 60 cm que registram as etnias, as tradições, os tipos populares, as províncias, os palácios, os recantos e os monumentos do país, como a famosa muralha da China.
Quinzena da Cultura Chinesa. Exposição de objetos de bronze, no Museu de Arte do Paraná (Rua Keller, 289) e exibição de filmes do Museu da Imagem e do Som (Rua Barão do Rio Branco). De 9 a 23 de setembro.

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