DivulgaçãoMais de mil relíquias da telefonia poderão integrar o museu que resgata parte da história das comunicaçõesTudo depende de um ‘‘ok’’ do presidente da Telepar, Álvaro Dias. E se isso acontecer, o prédio onde funcionou inicialmente a telefonia em Londrina, pertencente à estatal, deverá abrigar ainda neste primeiro semestre o Museu do Telefone de Londrina. O ofício, assinado pelo presidente da Sercomtel, Rubens Pavan, solicitando a cessão do imóvel, localizado na Alameda Miguel Blasi, 85 foi encaminhado na última sexta-feira.
A resposta está sendo aguardada com certa ansiedade já que não é de hoje que se cogita a idéia de se montar o Museu do Telefone. E nada mais justo que o museu funcionasse no prédio da Alameda Miguel Blase pois foi lá que funcionou a Companhia Telefônica do Paraná e, posteriormente, a Companhia Telefônica Nacional, antecessora da Telepar que o ocupa até hoje.
O local abrigaria documentos de alto valor histórico (como fotos) que contam os 30 anos da empresa londrinense, da Telepar (caso haja interesse da empresa) e também das telecomunicações brasileiras, enfim, fatos marcantes desde a invenção do telefone em 1887, por Graham Bell.
Claro, não poderiam faltar as grandes vedetes. Ou seja, minicentrais telefônicas da década de 60, vários modelos de telefones públicos (entre eles os ‘‘moedeiros’’, que funcionavam com moedas de vinte centavos), telefones residenciais além das primeiras cadeiras usadas pelas telefonistas, mapas das redes telefônicas, móveis da época, antigas mesas de PABX, entre outras coisas. No total, mais de mil peças.
Todo esse material seria colocado no local com condições técnicas necessárias tais como climatização e iluminação semelhantes a de qualquer bom museu. Ou seja, tudo receberia o devido tratamento que um resgate da memória histórica merece. ‘‘Mas nossa idéia não é criar um museu saudosista’’- avisa Leonice Camarani acrescentando que o museu mostraria as inovações tecnológicas das telecomunicações como o telefone celular, Internet, transmissões de dados e até videoconferência,
Nos próximos dias deverá estar concluído também um documentário, em vídeo, com depoimentos de pessoas que contribuíram para a implantação e incrementação da Sercomtel, desde 1964 quando a Sercomtel passou oficialmente a operar - ex-prefeitos, o ex-governador Paulo Pimentel (que na época estava no cargo), além dos primeiros funcionários (telefonistas e técnicos).
Com isso, Londrina ganharia mais um espaço cultural aberto à comunidade em geral e, principalmente a estudantes que, vira e mexe, demonstram interesse em conhecer in loco o funcionamento da Sercomtel e também um pouco de sua história. ‘‘Entendo que todo esse trabalho seria uma grande contribuição para as futuras gerações’’- acrescenta Leonice Camarani El Kadri, relações públicas da Sercomtel.
O Museu do Telefone de Londrina faz parte do Projeto Memória Sercomtel, instituído há cinco meses através de um convênio entre a Sercomtel e Departamento de História da Universidade Estadual de Londrina. Durante esse tempo, quatro estagiários recuperaram documentos e catalogaram fotos e peças que estavam espalhadas em diversas unidades da empresa.
Em outras palavras, houve um consistente trabalho de resgate histórico e cultural. E o que não vai faltar são dados interessantes. Afinal, há história desde a ampliação das 2.900 linhas telefônicas, existentes em Londrina na década de 60, até as 160 mil linhas (incluídos telefones residenciais, comerciais e celulares) cadastradas atualmente na Sercomtel.

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