A história escondida do cinema brasileiro
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Denise Ribeiro<br> Equipe da Folha 
O jornalista Toninho Vaz participa hoje em Curitiba de um bate-papo com sessão de autógrafos do livro ''O Rei do Cinema'' (editora Record, 208 páginas, R$ 37), às 19h30, na Livrarias Curitiba do Shopping Estação. A entrada é franca.
O livro conta a história de Luiz Severiano Ribeiro que construiu a maior rede de cinemas do Brasil entre os anos 30 e 50, e de como seu filho e neto deram continuidade ao negócio do qual fez parte o estúdio Atlântida e toda a produção brasileira de chanchadas. ''É uma história importante da cultura brasileira que ficou esquecida por um desgaste que havia entre a família e a imprensa entre os anos 50 e 60. O grupo era acusado pelos jornalistas de criar um cartel da produção cinematográfica e fazer filmes ruins'', explica o autor.
Luiz Severiano Ribeiro Júnior levou a produtora Atlântida Cinematografia a conquistar recordes de público com as chanchadas de Oscarito e Grande Otelo. ''O Homem do Sputnik'', de Carlos Manga, sobre um homem simples que pensa ter tido sua casa atingida pelo satélite russo Sputnik, teve público de 15 milhões de pessoas, em 1959, quando o Brasil tinha 60 milhões de habitantes. ''Foi a maior bilheteria brasileira'', ressalta Vaz. Além das salas de projeção e da produtora, o grupo tinha o laboratório onde as cópias dos filmes eram feitas e controlava toda a publicidade da rede. Hoje a empresa continua familiar e mantém 208 salas de cinema em diversos estados.
O livro tem como base a pesquisa feita pelo jornalista a pedido da família para uma publicação comemorativa dos 90 anos da rede de cinemas. ''Depois desse publicado em 2007 senti que havia outro livro cuja história deveria ser contada jornalisticamente de forma biográfica, a partir da história da família, porque Luiz Severiano Ribeiro, são três, o avô, o filho e o neto'', conta o autor.
Para Toninho Vaz, o reconhecimento pela contribuição dos Severiano Ribeiro para o desenvolvimento do cinema nacional ''chegou tarde, mas chegou''. ''Eles não são vítimas porque eram bem vorazes, mas se cometeu muita injustiça com eles. Eles eram empreendedores'', avalia o autor, que exibirá hoje, durante o bate-papo, trechos de cine-jornais produzidos pelo grupo nos anos 50 e 60. O filme mostra a eleição de Marta Rocha, em 1954, a conquista do Brasil na Copa do Mundo de Futebol de 1962, no Chile, a inauguração de Brasília e um perfil de Oscarito, principal nome da Atlântida.
SERVIÇO
- O Rei do Cinema
Quando - Hoje, às 19h30
Onde - Livrarias Curitiba Megastore do Shopping Estação, em Curitiba
Mais informações - (41) 3330-5000 e 3330-5119 ou no www.livrariascuritiba.com.br


