'A História de Ester'
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Andrezza Capanema<br> Folhapress 
O passado e o futuro têm encontro marcado na minissérie ''A História de Ester'', da Record, cuja estreia é prevista para este mês. Gravada em linguagem cinematográfica, a passagem bíblica será emoldurada por efeitos especiais que prometem dar à trama de amor e guerra ares de superprodução de Hollywood. Especula-se que cada episódio custará R$ 450 mil - um capítulo de novela, por exemplo, consome entre R$ 200 mil e R$ 300 mil.
O enredo se passa na Pérsia, em 479 a.C.. O rei Assuero (Marcos Pitombo) expulsa a então rainha do palácio e de sua vida após ter sua autoridade desafiada em público. Então, o nobre decide convocar mulheres do reino para compor um harém e afirma que uma delas será sua futura mulher.
A notícia se espalha e não agrada a todos. A órfã Hadassa (Gabriela Durlo) é uma das que não gosta da ideia. A jovem fica arrasada quando tem de ir para o harém, mas nada pode fazer diante do chamado real.
E ainda é alertada pelo tio Modercai (Ewerton de Castro), o homem que a criou: deve esconder que vem de uma família de judeus, já que o rei persa declarou guerra a eles. Hadassa muda o nome para Ester e, assim, segue em direção a seu destino.
A beleza da plebeia encanta Assuero, e ela acaba ficando com a coroa. Sua missão será bem mais importante do que poderia imaginar. A nova governante terá de livrar os judeus de um massacre arquitetado pelo vilão Hamã (Paulo Gorgulho).
''A minissérie tem um pouco de tudo. Romance, conflito entre dois povos e fatos históricos'', diz Gabriela Durlo, que estreia como protagonista.
A atriz aposta que a obra agradará a todos os tipos de público. ''O bacana é que a história pode ser vista por pessoas de todas as religiões'', defende a morena, que é católica anglicana.
''A História de Ester'' ainda usa e abusa dos efeitos especiais nas cenas de batalha. Uma das sequências, por exemplo, foi gravada com 30 figurantes vestidos de guerreiros que, com a ajuda de recursos tecnológicos, foram transformados em 1.600 soldados. A técnica é parecida com a utilizada no filme ''300'', com Gerard Butler e Rodrigo Santoro no elenco.
''Encarei o trabalho mais como uma minissérie de época do que bíblica. Eu me ''jogo' em uma estrutura visual que me leva a uma fantasia genial'', diz o diretor João Camargo. ''Estamos tentando fazer coisas que remetam à época renascentista. Usei como referências Goya e Soucek'', completa.
O roteiro, já conhecido, ganhou o reforço de tramas paralelas. Personagens foram criados para costurar o conto principal e sustentar os dez capítulos da minissérie. Um dos exemplos é a personagem Ana (Letícia Colin), a melhor amiga de Ester. A jovem judia protagonizará um romance à moda dos personagens Romeu e Julieta com um guerreiro persa.
Nos bastidores, um historiador tem participação ativa. Orienta o elenco e a equipe sobre os costumes da época e a etiqueta real e também supervisiona figurinos e cenários.


