A história da Metro na telinha
PUBLICAÇÃO
domingo, 10 de dezembro de 2000
Estelio Feldman De Londrina 
Fim de ano é época propícia para balanços, ainda mais se, como agora, também chegam ao fim o século e o milênio. As grandes produtoras de Hollywood já começaram o trabalho. A Warner exibiu, em outubro, dois especiais contando a história do estúdio, que já completou 75 anos. A Fox vai ter mostrados os seus 50 anos em especial que será exibido este mês pelo Canal Telecine Classic (Fox, os primeiros 50 anos, com exibição prevista para o dia 23, a partir de 22 horas. Narração de James Coburn). E a Metro, que se auto-intitula o maior dos estúdios de Holywood foi além em suas comemorações. Em outubro, apresentou três especiais contendo o melhor dos musicais que já foram produzidos lembrando que a Metro se especializou bastante no gênero desde que o cinema ganhou som. Agora, anuncia outros quatro especiais que vão contar a história de tudo o que a Metro produziu desde que Sam Goldwin e Louis B. Mayer se uniram e formaram a empresa, tendo um leão como símbolo. Os programas serão exibidos a partir de hoje no MGM (canal 67).
Em dado momento da História, a Metro chegou a dizer em suas promoções que tinha mais estrelas em seu elenco do que as que havia no céu. Exageros a parte, é certo que alguns dos maiores nomes do cinema, notadamente até os anos 50, foram contratados ou passaram pelo estúdio. No começo, é importante lembrar, os estúdios mantinham seus astros (ai incluindo diretores) sob contrato. Os famosos contratos de sete anos fizeram parte da história. Os artistas podiam até ser emprestados (como aconteceu com Clark Gable, que foi cedido pela Metro para fazer o Red Butler de ...E o vento levou. Mas eram mantidos estritamente na linha. Depois, começaram as brigas, os independentes ganharam força e os estúdios ficaram em segundo plano. Ainda assim, a Metro se manteve, inclusive cresceu com a incorporação da United Artists.
Política empresarial à parte, é certo que dos estúdios da Metro saíram alguns dos maiores filmes produzidos neste século de cinema. E não foram apenas os musicais, embora, sem dúvida, esta fosse uma das maiores especialidades da produtora do leão. Westerns de qualidade, filmes de guerra (notadamente no período da II Guerra Mundial e muitos clássicos foram lançados pela produtora. Astros e estrelas como o já citado Gable, Elizabeth Taylor, Charlton Heston, Deana Durbin, Ester Williams, Fred Astaire, Gene Kelly, Ginger Rogers, Mário Lanza, entre algumas centenas, fizeram parte do elenco milionário, participando de centenas de grandes, médias e pequenas produções. Não se pode esquecer, também, os astros Tom e Jerry, exclusivos do estúdio, que não apenas brilharam em inumeráveis desenhos (ganhando até Oscar) mas também trabalharam com alguns dos grandes nomes da Metro, dançando com Gene Kelly ou nadando com Ester Williams.
Tudo isto estará nos quatro especiais que serão apresentados em sequência, sob o título sugestivo de Quando o leão ruge. A apresentação começa neste domingo e continua até quarta-feira, sempre com início previsto para às 21 horas. Um trabalho de dois anos de pesquisa, resultando possivelmente em uma atração que nenhum adepto do cinema pode perder. O especial, com entrevistas com astros e estrelas, trechos de vários filmes e curiosidades tem a apresentação do ator Patrick Stewart.


