Maria Aparecida Miranda, jornalista
''Achei o filme um ótimo documentário, mas o que mais me sensibilizou não foram as cenas da guerra e da relação entre as famílias Bush e Bin Laden. O que mais me chocou foi a dor de saber que o ser humano se iguala até na imbecilidade, não importa a sua origem. Enquanto pensamos que somos manipulados, também jogamos para a periferia a pobreza. Não temos uma guerra contra o Iraque, mas temos no Brasil uma guerra social diária também muito cruel. Aqui estamos começando a discutir as cotas universitárias para negros; nos Estados Unidos o recrutamento militar é a oportunidade de bancar uma carreira universiária. As pessoas precisam de educação para serem melhores, estudar filosofia desde criança, ter valores religiosos como base. Estou falando demais, mas saí com um discurso depois de filme. Acredito que é papael do cinema, da arte, mostrar essas questões. Um bom exemplo é a atual novela das oito que está fazendo uma educação política, ajudando as pessoas a reconhecer os políticos de mau caráter.''

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