A guerra nas telas
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 13 de novembro de 2001
France Presse 
Funcionários da Casa Branca e dirigentes dos estúdios de cinema de Hollywood chegaram a um acordo no domingo durante uma reunião em Los Angeles sobre a importância do papel da indústria ciematográfica na guerra contra o terrorismo.
A reunião teve como objetivo refletir sobre a natureza da ajuda que Hollywood poderia fornecer ao governo George W. Bush, mas os chefes dos estúdios insistiram no fato de que a cooperação não é ponto de partida de uma campanha propagandista.
''Devemos admitir que informações concretas fornecidas com honestidade, de forma precisa e íntegra são importantes para o sucesso final deste conflito'', declarou Karl Rove, um dos conselheiros mais próximos de Bush durante uma entrevista coletiva em Los Angeles.
''Está claro que os dirigentes da indústria têm idéias sobre como contribuir para o esforço de guerra (...), nós queremos estimulá-los''.
Rove explicou que são seis os ''temas'' ou mensagens que Hollywood poderia tratar:
q - A campanha americana não está voltada contra o Islã, mas contra o terrorismo.
q - A necessidade de voluntários para conduzir ações locais em todo o país.
q - Os americanos devem apoiar os soldados e suas famílias.
q - Os atentados de 11 de setembro foram atentados contra o mundo inteiro, e precisam de uma resposta mundial.
q - A campanha americana é uma guerra contra o mal.
q - Como dar segurança às crianças.
Apesar de algumas questões suscitarem polêmica, o presidente da Motion Picture Association disse que a colaboração de Hollywood poderia começar por uma série de anúncios publicitários a serem divulgados nos EUA e no exterior.


