Elisa Marilia Carneiro
De Curitiba
Duas galerias dividem as obras de três gravadores norte-americanos, entre os mais representativos da arte da gravura nos Estados Unidos. Trabalhos de Sol Lewitt e Jim Dine ficam, a partir de amanhã, na Galeria de Arte Inter Americano. No Museu Metropolitano de Arte de Curitiba estarão reunidas as gravuras maiores, que são de Chuck Close, a partir de quinta-feira.
‘‘Gravura Norte-americana Hoje – Três Expoentes’’ reúne o trio de artistas consagrados mundialmente. A serigrafia, incrementada com uma técnica particular de combinação de line screens, está nas séries de Sol Lewitt.
Trabalhando com uma variedade de técnicas de impressão desde 1970, Lewitt explora o uso sistemático e repetitivo de linha e cor. Nascido em 1928, em Hartfort, Connecticut, é também pintor, escultor e desenhista, tendo se destacado principalmente na área de arte conceitual. Suas obras fazem parte das coleções dos maiores museus de arte do mundo.
A tradição renascentista é a inspiração para Jim Dine. Ele se apossa de símbolos como o coração, roupão de banho e a Vênus de Milo para fazer uso do virtuosismo gráfico. Cria imagens poéticas que provocam fortes reações emocionais.
Jim Dine nasceu em Cincinnati, Ohio, em 1935. Sua primeira individual aconteceu em 1960 e em 1970 mereceu uma retrospectiva no Whitney Museum of American Art, de Nova York.
Por serem muito grandes, as obras de Chuck Close ficarão no Museu Metropolitano de Arte de Curitiba. Os retratos da face humana são o tema recorrente deste premiado artista, que influencia a arte americana desde os anos 70. Algumas gravuras têm três metros quadrados.
Os retratos formam imagens monumentais de família, colegas artistas e dele próprio feitos a partir de fotografias. Close tornou-se reconhecido internacionalmente, quando participou da ‘‘Documenta’’, em Kassel, Alemanha, em 1972, dando início a uma trajetória de 60 exposições individuais e participação em mais de 130 coletivas nos Estados Unidos, França, Alemanha e Japão.
A técnica de Chuck Close, nascido em 1940, em Monroe, Washington, difere radicalmente do gênero tradicional de pinturas de retrato. Inicialmente, usava imagens retocadas em preto-e-branco, depois evoluiu sua técnica para um processo de três cores, passando por desenhos pontilhados, desenhos de ‘‘impressão digital’’, colagens e, mais recentemente, trabahos a óleo consistindo de milhares de bolotas, círculos e facetas para criar imagens reconhecíveis. Em seus retratos mais recentes faz uso de cores quentes, numa variedade de tons.
•‘‘Gravura Norte-americana Hoje – Três Expoentes’’. Galeria do Inter Americano (Rua Amintas de Barros, 99). Exposições de Sol Lewitt e Jim Dine, de amanhã, às 20h, ao dia 7 de abril, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 20h30 e sábados das 8h30 às 11 horas.
•Exposição de Chuck Close. Museu Metropolitano de Arte de Curitiba (Avenida República Argentina, 3.430), de 24 de fevereiro a 9 de abril, de terça a sexta-feira, das 13 às 20h30; sábados e domingos, das 15 às 18h30.Obras de três conceituados gravadores norte-americanos podem ser conferidas nesta semana, em Curitiba
Divulgação‘‘Alex’’ em cor (1992), xilogravura de Chuck CloseDivulgação‘‘Wavy Brush Strokes’’ (1998), serigrafia de Sol LewittDivulgaçãoSem título, litografia de Jim Dine

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