A graça da diversidade
Uma das estratégias claramente adotadas para atrair públicos distintos é o humor. E alguns autores vêm se mostrando cada vez mais focados em trabalhar esse estilo no ar. Mas com certo cuidado. ''O público tem de rir com a história, mas não da história. Se os personagens são bem construídos, o humor não fica caricato'', atesta Izabel de Oliveira. ''O brasileiro tem um lado muito lúdico. A alegria é nossa característica primordial como povo'', completa seu colega Filipe Miguez.
Acostumado a dosar a comédia em seu texto nos horários das 18 e 19 horas, Walcyr Carrasco estreia na faixa das 23 horas da Globo com a certeza de que terá mais liberdade para tratar assuntos que, na época em que ''Gabriela'' foi exibida pela primeira vez, em 1975, eram encarados com mais abertura na tevê do que hoje em dia. ''Se não fosse nesse horário, não daria para fazer. O sexo e a política são muito evidentes na obra de Jorge Amado'', defende. (M.M./TV Press)





