A produção de doces finos exige bem mais que talento para a culinária. "Durante o preparo dos doces o chocolate tem que chegar no ponto exato para não derreter. Eu aprendi a manipulá-lo em um curso realizado numa cozinha climatizada em Curitiba. Como lá faz bem mais frio do que aqui, tive que me adaptar ao clima local. Costumo dizer que a produção de docinhos exige paciência, perseverança, prática e perspectiva", ressalta a chef de cozinha Alyne Depieri.

Ela diz que os londrinenses são bastante tradicionais na hora de escolher os docinhos. "Não adianta ter dezenas e dezenas de opções pois as pessoas gostam de experimentar sabores exóticos, mas na hora da encomenda acabam sempre preferindo os docinhos mais tradicionais", enfatiza .

Formada em Marketing e trabalhando com doces há sete anos, Alyne tem como carro-chefe caixinhas de chocolate branco com damasco, xícaras de café feitas com chocolate recheadas com mousse e copinhos de chocolate com mousse e cereja. "Também produzo doces personalizados. Teve uma noiva brasileira que morava na Suíça e que iria oficializar o casamento no Brasil e me pediu doces com especiarias tipicamente brasileiras. Produzi bombons com recheio de paçoquinha, banana e trufas de maracujá. Os convidados suíços e brasileiros ficaram encantados com os sabores e até hoje recebo encomendas desses doces", diz Alyne.

Mas engana-se quem pensa que os tradicionais brigadeiros foram deixados totalmente de lado. "Eles apenas foram incrementados e voltaram repaginados. É o caso do brigadeiro gourmet, preparado com manteiga e chocolate em pó, ao invés de margarina e achocolatado. Essa receita com ingredientes de primeira linha é responsável pela 'glamourização' do brigadeiro, que é tipicamente brasileiro e por ser adequado ao nosso clima permite várias combinações", enfatiza Alyne, que ensina a receita do brigadeiro gourmet. (M.R.)

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