Eles têm entre 30 e 40 anos, se consideram a nova onda da moda internacional e acabam de lançar as coleções de prêt-à-porter primavera-verão 99, que continuarão sendo exibidas durante dez dias em Paris. Eles são a geração do ano 2000.
‘‘As novas marcas aparecem em ondas, quando são necessárias. Isto tem uma relação com a reativação econômica: hoje, a moda está na moda’’, disse o presidente da Federação francesa de Costura, Didier Grumbach.
Todos estes estilistas têm em comum o gosto por uma forma de minimalismo e sobretudo por uma verdadeira pesquisa sobre os materiais, utilizando com virtuosismo os novos tecidos surgidos da alta tecnologia, que tornam possíveis todas as fantasias.
Para mostrar que vivemos tempos de otimismo, as modelos de Jérome L’Huillier apareceram cobertas de missangas e lantejoulas, as quais lançaram sobre a platéia. Em tons claros, champanhe ou cinza claro, a coleção do jovem estilista francês relembra os anos da discoteca, com calças fluidas e vestidos vaporosos.
O americano Marc Jacobs, que trabalha há duas temporadas para a famosa casa de bolsas Louis Vuitton, também faz parte da nova geração. Seu lema é a sobriedade: linhas simples para os pulôveres de cachemira, shorts de seda e algodão, camisetas de tafetá e calças de lamê e cetim.
Há sete anos, o francês José Levy se dedica à moda masculina. Este ano, apresentou pela primeira vez uma coleção feminina. O estilista se diz ‘‘interessado pelas passarelas entre o homem e a mulher’’ e considera que ‘‘a feminilidade não é forçosamente uma camisa transparente’’.
Sua moda evoca um universo poético, um tanto nostálgico, com silhuetas inspiradas nos anos 50. Conjuntos de lã sobre saias trapézio, discretos vestidos abotoados na frente, camisas tipo colegial com saias plissadas e cores sóbrias, como azul marinho e bege.
Outro francês, Stéphane Plassier, obteve sucesso com sua coleção de roupa íntima confortável, de algodão puro, que nada tem a ver com um guarda-roupas sofisticado, o que não lhe impede de desenhar um prêt-à-porter sexy, de terninhos com shorts ou calças com blazers de cores bombom e minivestidos em patchwork de tecidos pintados à mão.
Já o escocês David Purves é um ex-assistente de John Galliano (estilista da Dior), cuja influência é notada nos blazers vitorianos sobre calças justas e os longos vestidos justos de cetim para corpos perfeitos. São criações de Purves os duas peças mais atrevidos da temporada: minúsculos triângulos com estampas dos rostos de Jesus Cristo e da Virgem Maria.
Já o alemão John Ribbe se dedica ao jogo da construção. Blazers, vestidos e camisas de linho brilhante, metalizado, são combinados como um quebra-cabeças do qual se podem tirar peças e deixar a pele nua.
Finalmente, uma recém-chegada à cena parisiense: a húngara Katti Zoob. Apoiada pelo sucesso conquistado em seu país, usa de preciosos tecidos de nuances aquáticas em vestidos de gala.Pierre Verdy/France PresseJohn Ribbe: o estilista alemão se dedica ao jogo da construçãoPierre Verdy/France PresseModelo criado pelo estilista Marc Jacobs para a Louis VuittonEstilistas
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