A galera do free-style
Marcos NegriniSamarina de Abreu:pedalar é uma
maneira divertida de entrar em formaAparentemente despreocupados com os riscos, uma nova categoria de ciclistas está se revelando: os adeptos do free-style. A estrutura da bicicleta é menor e mais leve, ideal para manobras. Para este grupo, só andar para frente não tem graça. Eles gostam de fazer acrobacias sobre duas rodas. Alguns chegam a parar o trânsito como Paulo Sergio Fischer, 24 anos. Adoro curtir na minha bike e fazer a galera delirar. Ele chega a ser exibicionista. Onde tem mais gente, melhor. Anda sobre duas rodas, sem por as mãos no guidom. Faz curvas arrasadoras e, é claro, arranca suspiros das garotas.
A secretária Samarina de Abreu, 22 anos, sempre que pode dá umas voltas no final do dia. Ela já é conhecida pelos caminhantes do calçadão do Parque do Ingá, pelo seu jeito de gente de bem com a vida cortando as ruas sobre sua bike. Me relaxa depois de um dia estressante, distrai, alivia e ainda a gente faz novos amigos, conta Samarina. Para ela, pedalar é uma maneira divertida de entrar em forma. Melhor do que ficar malhando numa academia fechada, diz. Ela anda cerca de uma hora e meia por dia e percebe a diferença na silhueta. Se paro de andar acho que engordo bastante.
Marcos NegriniSebastião Veiga: um veterano da
bike que dá aulas aos novatos
Muito profissional, o veterano Sebastião Veiga, há 22 anos dono de bicicletaria, leva sua paixão a sério. Ele domina o assunto e a técnica. Colecionador meticuloso, Veiga tem uma bicicletaria em Maringá que é centro de pesquisa e de encontro de bikeiros. Ele e sua equipe sempre são chamados para representar a cidade nos eventos esportivos por causa da experiência em acrobacia sobre duas rodas. Com a destreza de um menino, Veiga ainda dá aulas aos novatos. Na sua loja ele informa tudo sobre a história da bicicleta e as novidades do mercado. Ele coleciona raridades como um exemplar da primeira bicicleta motorizada do mundo, uma Maruuchi, feita em 1936, no Japão. Tem uma outra alemã, a Sekine com redinhas de proteção nas rodas traseiras para não enroscar os aros nas saias das moças de outrora. Nos finais de semana Veiga leva sua família para os municípios vizinhos, para passear numa Calói de quatro lugares que ele chama de Taxicleta. É um caso de amor. Hoje não uso mais carro, só vou de bicicleta. A sua magrela tem rádio, velocímetro computadorizado e 24 marchas. Segundo Veiga é preciso olho vivo na hora de escolher uma bike. Para concorrer com as montadoras que estão proliferando, muitas fábricas estão despejando no mercado um modelo popular, com 18 marchas, quase descartável, Segundo Veiga, a melhor é a com quadro de alumínio porque é mais leve e resistente. É bom pesquisar muito antes da compra da magrela com quem você vai passar muito tempo agarrado, brinca Veiga.(C.A.A.)





