À flor da cultura
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 28 de abril de 2006
Nelson Sato<br> Reportagem Local 
Desde a edição de lançamento, a revista Coyote adotou epígrafes no espaço destinado habitualmente ao editorial. O número 14, que está pulando esta semana da gráfica, traz uma citação impactante do escritor cubano Pedro Juan Gutiérrez na página de abertura: A arte só serve para algumas coisa se é irreverente, atormentada, cheia de pesadelos e desespero. Só uma arte irritada, indecente, violenta, grosseira, pode nos mostrar a outra face do mundo, a que nunca vemos ou nunca queremos ver, para evitar incômodos à nossa consciência.
Coyote é editada em Londrina pelos jornalistas e poetas Ademir Assunção, Marcos Losnak e Rodrigo Garcia Lopes. Tem periodicidade trimestral, amparo do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic) e distribuição nacional pela editora Iluminuras. Na nova edição, Gutiérrez tem companhias ilustres ao longo das páginas: James Joyce (1882-1941), Paul Celan (1920-1970), Raymond Carver e Chacal (o entrevistado da vez). Mas talentos ainda desconhecidos do grande público também figuram na revista, como a londrinense Neuza Pinheiro, o cartunista catarinense Paulo Stocker, a fotógrafa paulistana Ana Lucia Mariz e os autores Furio Lonza, Vinicius Canhoto, Ana Peluso, Marco Vasques e Virna Teixeira.
A revista estará à venda a R$ 5,00 em Londrina, a partir da próxima terça-feira, na Livrarias Porto Megastore e nas bancas do Correio e do Elias (Rua Goiás esquina com a Rua Souza Naves). Em outras cidades, estará à venda a R$ 10,00.


