A fé como escudo
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 17 de abril de 2006
Reportagem Local 
Uma viagem histórica pelas guerras promovidas em nome de Deus o fio condutor do livro O Senhor da Guerra do sociólogo e escritor Daniel Aurélio. Por meio de um relato dos reais motivos que tornam a religião, muitas vezes, nada divina, em especial quando ceifa milhares de vidas, destrói famílias, persegue e humilha povos inteiros, entre outras atrocidades, o livro demonstra carregar uma atualidade assustadora.
A citação da frase de Renato Russo na abertura do livro Há tempos, nem os Santos têm ao certo a medida da maldade dá o tom dos quatro capítulos, resultado de árdua pesquisa jornalística, que abordam temas como as Cruzadas, que com o objetivo de levar a fé católica para todo o planeta espalharam morte e destruição entre muitos povos. Já em outros domínios religiosos, conta como a guerra entre judeus e árabes, e a Intifada (disputa de território entre palestinos e judeus) também dizimaram a vida de outras milhares de pessoas. O objetivo do livro é incitar a reflexão e a análise, possibilitando identificar e posicionar-se contra qualquer tentativa de atribuir a destruição à vontade de Deus, diz Daniel Aurélio.
O Senhor da Guerra pretende, de acordo com o autor, alertar para o fato de que se toda guerra precisa de um motivo, num mundo de tantas crenças, nada mais conveniente do que usar Deus como algoz ou aquele que autoriza a morte em Seu nome. No apêndice, o autor sugere bibliografia e filmografia básicas sobre o tema, além de fazer constar a discografia utilizada na obra, que inclui a clássica canção do rock Sunday Bloody Sunday - escrita pelo guitarrista David Evans para o álbum War (1983), dos irlandeses do U2.
SERVIÇO:
- Livro O Senhor da Guerra , de Daniel Aurélio. Editora Sobre Universo dos Livros, 142 páginas, R$ 29,90 (preço sugerido). Mais informações podem ser obtidas no site www.universodoslivros.com


