A fama veio depois de 20 anos
Paulista de Sorocaba, Eliane Giardini sempre quis ser atriz, mas achava que esse era o sonho de todas as garotas do interior. Por isso, tratou de arquivar o desejo, seguindo a vida que levava e se preparando para casar e ter filhos. Aos 17 anos, quando estava estudando para o vestibular de Filosofia, começou a fazer teatro amador e conheceu Paulo Betti, com quem se casou e teve duas filhas: Juliana, hoje com 21 anos, e Mariana, 17. Durante muitos anos, ela dividiu seu trabalho no teatro com os afazeres domésticos. Com as filhas criadas, resolveu investir na carreira.
Apaixonada pelo teatro, Eliane Giardini demorou para se curvar à televisão, fazendo sua estréia na telinha apenas em 1982. Sua primeira novela foi ‘‘O Ninho da Serpente’’, na TV Bandeirantes. Depois fez ‘‘Felicidade’’, na Globo, mas foi no papel de Dona Patroa, em ‘‘Renascer’’, que ela conheceu a fama. ‘‘Foi preciso 20 anos de carreira para eu ser reconhecida como atriz’’, desabafa. Na sequência vieram outros dois grandes sucessos: ‘‘Explode Coração’’ e ‘‘A Indomada’’.
A estréia no cinema aconteceu no filme ‘‘Salário da Morte’’, em 1972. Mas sua carreira cinematográfica não teve o mesmo êxito alcançado na televisão e no teatro. Em 1985 ela fez ‘‘Jogo Duro’’, e seu último filme - ‘‘O Amor Está no Ar’’, dirigido por Hamilton de Almeida - acaba de estrear no Rio de Janeiro. Atualmente, Eliane Giardini está encenando a peça ‘‘A Dama do Cerrado’’, de Mauro Rasi.
(C.M.)

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