Da Redação
Em pelo menos um ponto do mundo, a virada do milênio terá um sabor de dupla transição. Depois de mais de 400 anos de dominação portuguesa a península de Macau será devolvida à China no dia 20 de dezembro.
Mesmo com o fim da administração portuguesa, Macau terá para sempre parte de suas raízes na cultura lusitana. Não poderá também esquecer a influência japonesa, resultado da imigração dos japoneses católicos para a península, consequente da perseguição religiosa no Japão.
E é justamente esta ‘‘panela’’ de mistura cultural que fez dela uma cidade turística de destaque na Ásia - 25% do seu PIB vem do turismo. Mas quem vai a Macau não deve esperar o perfil comum às típicas penínsulas turísticas orientais e suas belezas.
Macau é uma das cidades mais pequenas do mundo. Tem 235 quilômetros quadrados e uma população de 450 mil habitantes. Formada pela Península que lhe dá nome e duas ilhas - Taipa e Coloane - está localizada entre Hong Kong (ao leste), Wanzai (a oeste)e Gongbei (ao norte). O clima se caracteriza por altas temperaturas, muita chuva, muita umidade e uma diferença bem marcada entre a estação da chuva e a estação seca. A temperatura média anual é de 22,3ºC.
Nesta terra, as fortalezas, os templos budistas chineses, as igrejas ocidentais e os modernos arranha-céus formam uma pintura urbana única. Construídos há séculos para proteger a península dos constantes ataques piratas, as fortalezas são os maiores monumentos.
A fortaleza de Nossa Senhora, no Monte da Guia, o ponto mais alto de Macau é uma das mais importantes. Ali brilhou por quase três séculos o farol da Guia. A Fortaleza de São Tiago da Barra, no entanto, foi a que mais se destacou na defesa contra os invasores. Efeito de sua posição estratégica no sul da ilha, entrada da Barra do Porto Interior.
A antiga Igreja da Madre de Deus, mais conhecida como Ruínas de São Paulo, é uma das mais evidentes marcas do colonialismo católico no extremo oriente. A fachada, lavrada em granito, foi trabalhada por cristãos novos japoneses. Os signos encontrados na porta misturam elementos ocidentais e orientais.
A igreja de São Francisco, na ilha de Coloane, tem em seu interior um quadro que que demonstra bem a fusão de culturas. Uma Nossa Senhora chinesa segura nos braços um bebê também chinês. A força da influência portuguesa é ainda maior se considerarmos que 90% da população local é chinesa.
A previsão é que, com a ‘‘independência’’, Macau venha a se firmar como uma das cidades cultural e artísticamente mais prósperas da China a curto e médio prazos. Dos turistas que a visitam anualmente, 70% vêm de Hong-Kong, distante apenas 60 quilômetros. O restante vêm do Japão, países do sudoeste asiático, Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia.
Macau dispõe de vários hotéis de primeira classe, somando cerca de 5 mil quartos. Por ser porto livre de taxas, o comércio funciona também como um forte atrativo. Porcelanas, antiguidades, jóias e até produtos industrializados podem ser adquiridos por um bom preço.
Os cassinos com jogos europeus e chineses, abertos 24 horas por dia, garantem o lazer e estão entre as atrações turísticas mais procuradas. Os principais idiomas utilizados em Macau são o chinês (cantonês e putonghua), o português e o inglês.Território chinês sob domínio de Portugal une Oriente e Ocidente nas construções históricas, arrranha-céus e turismo crescente
DivulgaçãoMacau é uma das cidades mais pequenas do mundo: tem 235 km2 e 450 mil habitantesDivulgaçãoRuínas de São PauloDivulgaçãoRua comercial em Macau: zona franca

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