A cineasta Doris Dorrie, que se tornou mundialmente conhecida com o filme ‘‘Homens’’, estréia no universo da literatura infantil com ‘‘Carlota Quer Ser Princesa’’. O livro foi lançado pela editora Estação Liberdade no final de 1998 e traz ilustrações de Julia Kaergel. A tradução é de Angel Bojadsen.
Doris Dorrie é natural de Hannover, na Alemanha, e estudou na Escola Superior de Cinema de Munique, onde vive com sua filha Carla. Considerada uma das melhores narradoras da literatura alemã contemporânea, Doris Dorrie depositou seu talento para contar histórias em uma situação corriqueira, ao menos em casas onde habitem crianças saudáveis e criativas.
Não há nada mais comum nestes casos do que adultos travando verdadeiras batalhas para tirar seus filhos da cama, aprontá-los e mandá-los para a escola sem atrasos. Invariavelmente os adultos perdem a batalha. Doris Dorrie conta uma manhã na casa de Carlota, uma garota cheia de imaginação e sua mãe, cheia de boas intenções.
A luta começa discretamente, com a mãe ainda doce e tranquila tentando convencer Carlota de que já é hora de levantar. Vencida a primeira etapa é preciso tirar a pequena garota de seu mundo de fantasias e convencê-la de que está nevando e não fazendo um lindo dia de sol. Carlota recusa-se a vestir uma roupa apropriada. Afinal, por que ela não pode ir para a escola vestida de princesa?
O humor da atenciosa mãe vai se transformando até passar do diálogo para a imposição. Mas a cumplicidade entre mãe e filha, na linguagem de Doris Dorrie, chega às margens da fantasia. Carlota consegue arrebatar sua mãe e transportá-la para seu mundo de magia. O texto da cineasta/escritora é ilustrado por outra alemã, Julia Kaergel, natural de Hamburgo.
‘‘Carlota Quer Ser Princesa’’ também é o primeiro livro infantil publicado de Julia depois de várias exposições e de receber o prêmio de incentivo do Museu do Livro Infantil de Troisdorf.

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