A diva em estado de graça
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quarta-feira, 23 de julho de 1997
Danielle Brito Especial para a Folha2 
Arquivo FolhaA estrela Audrey Hepburn brilha, como sempre, no clássico
Bonequinha de Luxo, que o USA exibe às 16 horasDia de relembrar bons clássicos das telas. O USA, que nesta semana surpreendeu os fãs de Audrey Hepburn com filmes célebres da atriz, exibe, às 16 horas, Bonequinha de Luxo (1961). Foi nesta fita que Audrey se afirmou como a estrela mais elegante e iluminada das telas nestes cem anos de cinema. Ela é Holly Golightly, uma garota de programa de luxo, disfarçada de socialite, que inicia um relacionamento com um jovem escritor interpretado pelo ator George Peppard.
Nem este papel que possibilita interpretações dúbias de moralidade tiraram da personagem o habitual charme e bom humor que caracterizam todas as belas moças encarnadas por Audrey, da princesinha ingênua de A Princesa e o Plebeu (1953) até a quase balzaquiana de Um Caminho para Dois, de 1967. Mas Bonequinha de Luxo, dirigido por Blake Edwards, tem alguns ingredientes que possibilitaram a Audrey explorar todo seu talento natural. Depois de assistir ao filme, é possível fechar os olhos e vê-la num belo Givanchi negro, tiara e piteira com a canção Moon River, ao fundo, que Henry Mancini fez pensando nela. Audrey também interpreta a música sentada, com o olhar ao longe acariciando seu gato de estimação numa das cenas mais graciosas do filme. Também não se pode negar a importância do cenário de Manhattan que deu o toque final para compor a personagem Holly. A moça sonha com os objetos de consumo da loja Tiffanys, em Nova York, que inspirou o título original em inglês do filme Breakfast at Tiffanys.
No mais trata-se de um filme ameno que não vai a fundo em nenhuma discussão ideológica. Mas não se pode tirar o título de memorável tanto pela excelente Audrey quando pela trilha sonora e até, por que não, pelo enredo romântico que faz dele ainda hoje um ótimo entretenimento.
Arquivo FolhaCena do musical Um Dia em Nova York, destaque em dois horários na TNT Gene é um gênioOs anos 40 e 50 foram marcados pelos musicais do cinema. Um exemplar divertido e que vale sempre ser revisto é Um Dia em Nova York (1949), estrelado pelo mais famoso protagonista dos musicais da Metro, Gene Kelly. Kelly também divide a direção com Stanley Donen, numa dobradinha que deu certo posteriormente em Cantando na Chuva, apontado hoje como uma das melhores produções de Hollywood de todos os tempos. Nova York é o pano de fundo para as aventuras de três marinheiros - Frank Sinatra, Kelly e Jules Munshin - que têm apenas 24 horas para conhecer a cidade.
Os passos pela metrópole são todos coreografados alinhavados por encontros e desencontros amorosos dos três marujos. Nesta produção o versátil Gene Kelly mostra porque chegou ao ápice da fama dançando até com um cabo de vassoura. O musical tem a trilha sonora assinada por Leonard Bernstein, o mesmo compositor de New York, New York. A TNT exibe Um Dia em Nova York, às 14h30 e às 22 horas.
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