A discussão ainda vai longe
O Cristo Libertador de Henrique Aragão ainda não agrada nem gregos, nem troianos e muito menos toda a comunidade de Colorado. Para alguns a estátua até pode voltar para a cidade, desde que não ponha os pés na matriz.
''Eu não gostava daquela estátua. Achava uma coisa estranha. Se for para deixar de lembrança, que volte para Colorado, mas não na igreja. Que seja lá na Casa de Cultura como vocês estão falando'', afirma Maria do Carmo de Vechi, 84 anos. Com 58 anos de Apostolado da Oração, ela assistiu toda a polêmica.
O funcionário público Raimundo Laerte Carnelossi, 54 anos, disse que gosta mais de ver o Cristo crucificado, que ocupou o lugar da obra de Aragão.
''O Cristo de hoje é mais bonito e tem mais presença. Aquela imagem era muito espantosa. Ouvi dizer que é uma obra de arte, o que me deixa dividido. Não sou contra trazer de volta'', comenta Carnelossi, que é músico na matriz.
Primeiro leitor oficial das missas na Nossa Senhora Auxiliadora, depois da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, o empresário Aparecido Barriviera, 61 anos, acredita que a discussão ainda tem muito combustível para queimar.
''Não era motivo para tanto escândalo, mas acho que ainda hoje a obra vai gerar polêmica, principalmente entre o pessoal de idade''. (F.L.)





