A dificuldade de virar adulto
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Alan de Faria<br>Folhapress 
As crianças que assistiram ao primeiro ''Toy Story'', filme que revolucionou a animação há 15 anos, hoje estão crescidas. E parece que é justamente para esse público, que ficou adulto e muito provavelmente abandonou seus brinquedos de infância - um robô moderno, uma Barbie, um boneco caubói ou o porquinho-cofre-, que foi feito ''Toy Story 3'', lançado hoje nos cinemas.
Assinado por Lee Unkrich -codiretor de sucessos como ''Procurando Nemo'' (2003) e ''Monstros S.A.'' (2001)-, ''Toy Story 3'' traz novamente o xerife Woody, o robô Buzz, o dinossauro Rex e o cachorro de mola Slinky, entre outros. Diante da ida de Andy para a universidade, os brinquedos temem ser esquecidos de vez pelo rapaz de 17 anos. E o mais grave: têm pavor de serem jogados no lixo.
Por essa razão, todos os brinquedos se esforçam ao máximo para ficar em uma caixa com objetos que serão doados a uma creche, onde, claro, servirão como diversão para outras crianças. O problema, no entanto, surge justamente nesse local, onde terão de lidar com novos brinquedos, como a boneca Bebezão, o polvo Estica, o Autofone, o ursinho Lotso e Ken, por quem Barbie se apaixona perdidamente.
O que seria um mundo maravilhoso torna-se um tremendo pesadelo -mas contar o motivo disso seria estragar algumas das boas surpresas da animação, que ganhou calorosos elogios de importantes publicações norte-americanas, como a ''Hollywood Reporter'', a ''Entertainment Weekly'' e a ''Variety''.
Se o ''Toy Story'' original revolucionou o modo de fazer animação -o filme foi o primeiro inteiramente computadorizado-, a terceira parte chega aos cinemas em 3D, uma das mais modernas tecnologias da indústria cinematográfica. Isso, porém, faz pouca diferença diante do roteiro tão bem construído. Há cenas engraçadas, dramas, aventura e motivos de sobra para relembrar os velhos brinquedos da infância, jogados no armário ou na mão de uma outra criança.


