A desconstrução do imaginário popular
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 02 de fevereiro de 2010
Claudio Yuge<br>Equipe da Folha 
A Rodovia Transamazônica, que começou a ser construída no início dos anos 70 mas nunca foi concretizada, era a esperança de um Brasil melhor, um País mais rico e justo para todos. Assim, de forma, meio exagerada, é que a publicidade tratou o projeto. A partir do imaginário popular construído nessa época nasceu ''Transamazônica - Imaginários Compartilhados'', proposta cultural que revê a história.
''A ideia é trabalhar com o imaginário construído e que não deu certo'', explica Luana Navarro, que iniciou o projeto ao lado de Arthur do Carmo, ambos artistas visuais.
No encontro de hoje, em Curitiba, os artistas lançam oficialmente o projeto e explicam o processo de criação. Ambos construíram vídeos, que abusam de referências da publicidade da época em contraponto com metáforas das promessas não realizadas.
O trabalho será realizado em duas etapas. A primeira consiste na viagem da dupla onde ainda há vestígios da Transamazônica, em Brasília (DF), Marabá (PA), Itaituba (PA) e Lábrea (AM). ''Queremos ver de perto o que ficou daquela imagem construída na época'', conta Luana.
Essa viagem deve durar até o início de março, período em que Luana e Arthur realizam, além da pesquisa, intervenções e oficinas de fotografia nos pontos de cultura da Funarte (Programa Rede Nacional de Artes Visuais), patrocinadora do projeto. Em seguida, a dupla retorna com material colhido, tanto nas gravações de vídeo ou por meio das fotos, para montar uma exposição.
''A exposição deve acontecer só no segundo semestre. Mas quem quiser pode acompanhar o que estamos fazendo no nosso blog, assim como ver os vídeos de nossas intervenções'', convida Luana. O diário virtual do projeto fica no endereço www.imaginarioscomportilhados.wordpress.com.


