Imagem ilustrativa da imagem A dança perde um grande nome
| Foto: Festival de Dança de Joinville/Divulgaçã
Atualmente, Jair Moraes dirigia a Cia. Masculina de Dança, projeto social que ensinava dança a meninos de baixa renda, ajudando a aumentar o número de homens no balé clássico brasileiro


Morreu no último dia 25, aos 70 anos, o bailarino, coreógrafo e professor Jair Moraes, em decorrência do vírus H1N1 que contraiu em agosto, o corpo foi sepultado em Curitiba. Jair dedicou toda sua vida à arte e, por isso, era considerado uma referência no mundo da dança, com histórico de passagem por importantes escolas. Atualmente, dirigia a Cia. Masculina de Dança, fruto de um projeto social da Escola de Balé do Teatro Guaíra, em Curitiba, iniciado há 13 anos, em que ensinava dança a meninos de baixa renda e ajudava a aumentar o número de homens na dança clássica brasileira. Pela iniciativa, em 2009, recebeu o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna, da Fundação Nacional das Artes.

Jair nasceu no Rio de Janeiro e foi aluno de Tatiana Leskova e Eugênia Feodorova; dançou durante oito anos no Ballet Gulbenkian, em Lisboa; foi primeiro-bailarino no Balé do Theatro Municipal do Rio e de São Paulo, e no Balé Teatro Guaíra, onde mais tarde voltaria como diretor e maitre. Na juventude, foi partner de grandes estrelas da dança, entre elas Ana Botafogo. Nos anos 1990, viveu em Joinville e foi coordenador da Escola Municipal de Ballet, sendo responsável por reestruturar a escola de dança da Casa da Cultura Fausto Rocha Júnior. Jair deixou Joinville em 1997 para dedicar-se à direção do Balé Teatro Guaíra.

Jair Moraes participou do Festival de Dança de Londrina algumas vezes desde sua criação. Trouxe para a programação, inclusive, a Cia Masculina de Dança e integrou a grade didática como professor de clássico. Também permaneceu uma temporada em Londrina, voluntariamente, para ensaiar a primeira montagem de "Giselle" da Escola Municipal de Dança/Funcart. Sua presença sempre marcante, segundo Leonardo Ramos, presidente de honra do Festival de Dança de Londrina, era essencialmente voltada ao prazer de ensinar. "Além de ter sido um dos melhores bailarinos do país, tinha uma disposição incrível para a educação do movimento. Também tinha uma paciência em lidar com todos da mesma forma, tanto que não fazia distinção entre bailarinos mais experientes ou iniciantes", diz ele, que foi aluno de Jair Moraes quando chegou ao Paraná, no início da década de 80.

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