A dança de Londres pode vir a Londrina
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domingo, 02 de fevereiro de 2003
Antônio Mariano Júnior<br> Reportagem Local 
A semente da empolgação foi lançada na terra vermelha. No entanto, os primeiros passos estão sendo dados com planejamento técnico. Ou seja, a solicitação para que Londrina possa vir a ter uma filial do The Royal Ballet School of London já está ganhando forma através de um documento a ser encaminhado, possivelmente dentro de 30 dias, à direção daquela que é uma das corporações de dança mais importantes do mundo. Caso venha o sinal positivo, Londrina será a primeira cidade da América a contar com um braço da incensada, prestigiada e disciplinarmente rígida escola de balé clássico de Londres. A direção do The Royal Ballet, por sua vez, viu com bons olhos um protocolo de intenções, enviado há alguns meses, e solicitou projeto detalhado para análise mais rigorosa.
Para isso, um grupo de pessoas está se empenhando na elaboração do documento contendo objetivos gerais e específicos, tendo como base o modelo enviado pela comunidade de Joinville (SC) que solicitou e obteve, desde março de 2000, um braço da Escola do Teatro Bolshoi a primeira fora da Rússia.
Os primeiros contatos com a direção do The Royal Ballet School of London foram feitos pelo advogado Ronaldo Gomes Neves, atual presidente do Rotary Club Londrina Norte. Diante do interesse da outra parte, a causa foi abraçada, primeiramente, pelo núcleo de rotarianos que preside. Posteriormente, ganhou a adesão de alguns representantes da comunidade londrinense ligados à dança, cuja a maior entusiasta é a diretora e professora do Trup Ballet, Nádia Essada. Foi ela quem procurou Ronaldo Neves para saber maiores detalhes. ''Vi uma nota no jornal e na hora isso me despertou o interesse. Então, eu me coloquei à disposição por entender que Londrina só teria a ganhar com a vinda do The Royal Ballet'', analisa.
®MDBO¯®MDNM¯ Nádia convocou pessoas do seu meio de atuação artístico que estivessem interessadas em ingressar na empreitada. Juntamente com representantes do Rotary Londrina Norte, ela e mais outras duas profissionais da dança, Maria Leila Assis e Sandra Moya, se dispuseram a participar da elaboração do material no qual fornecem e pedem informações gerais para a concretização da filial do The Royal Ballet School of London em solo londrinense. À advogada Sílvia Lima foi incumbida a função de redatora do projeto bem como a de incrustrar-lhe conteúdo jurídico.
O documento será encaminhado a Rachel Hollings, diretora da instituição britânica que o levará à apreciação do presidente da escola de Ballet, Jacqui Dumont. Feito isso, é aguardar por uma resposta satisfatória para que as negociações exigências e contrapartidas possam começar a ganhar corpo.


