A cultura brasileira na Feiarte
O Brasil está representado na Feiarte por estandes de 15 Estados. O da Associação dos Núcleos Artesanais de Vizinhança (Anav), de Curitiba, uma das representantes do Paraná, traz vários trabalhos. Um deles é o do artista Antonio Passarinheiro, de Bocaiúva. São bonecos de madeira talhados à mão, personagens como o caboclo, o lenhador e a gralha-azul. Outro trabalho é da dupla Taiko e Rogério Abreu, que utiliza as técnicas de tear de alto liço (sisal tingido com aplicações em relevo) e macramê (conhecida como técnica dos nós, também em sisal).
No mesmo estande, o artista Nicanor Baran, representante da colônia ucraniana, expõe as tradicionais pêssenkas (ovos pintados a mão com desenhos e vários significados). Cada símbolo diz alguma coisa, como riqueza e boa saúde, eternidade, proteção, vida longa e fortuna etc.
Do Norte do Brasil vieram as cerâmicas marajoara, que se diferenciam das demais por causa dos desenhos aplicados. O artesão Doca Leite conta que os marajoaras viveram na Ilha de Marajó há mais de mil anos. ‘‘Entre 1938 e 1946 os arqueólogos descobriram cemitérios arqueológicos. Daí saiu a inspiração. A gente copia o desenho das peças desenterradas.’’ As principais peças são os vasos decorativos, mas os paraenses também expõem urnas, a igaçaba (peça utilitária indígena para mantimentos), potes para água, miniaturas e amuletos da sorte.
(J.S.)

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