A culinária entra em cena
A culinária entra em cena
Cinema e cozinha são os pratos principais do 2º Ciclo de Cinema e Alimentação que começa amanhã, em Londrina
ReproduçãoCena de Comer, Beber, Viver em que o maior cozinheiro de Taipei quer conquistar um novo amor com suas apetitosas receitasSilvana Leão
Cinema e cozinha sempre estiveram muito próximos. Inúmeros são os filmes em que as tramas se desenrolam dentro de restaurantes, lanchonetes, em torno do fogão ou em infindáveis banquetes. Difícil quem não tem gravada na memória uma cena em que a comida serve como pano de fundo para o desenrolar dos fatos.
Foi desta estreita ligação que nasceu o Ciclo de Cinema e Alimentação, que começa amanhã na Universidade Norte do Paraná (Unopar), promovido pelo curso de Nutrição. Em sua segunda edição, o evento nasceu com o objetivo de mostrar o comportamento alimentar como um conjunto de atitudes e hábitos, que recebe influências de aspectos econômicos, culturais e afetivos. É uma maneira de discutirmos estes componentes e como eles podem ser trabalhados quando propomos uma reeducação alimentar, explica a coordenadora do curso de Nutrição Cristina Tomasetti.
O 2º Ciclo de Cinema e Alimentação começa dia 19 com O Discreto Charme da Burguesia, de Luis Bu¤uel; no dia 26 é a vez de Comer, Beber, Viver, de Ang Lee; e no dia 9 de abril o evento traz O Banquete de Casamento, também de Ang Lee. Segundo Cristina, o ciclo ainda tem a finalidade de recepcionar os novos alunos do curso.
ReproduçãoQuando falamos em comportamento alimentar, não adianta termos o conhecimento teórico sobre o assunto e querermos impor o que é certo em relação à nutrição. É preciso levar em conta todos os seus componentes, como os hábitos se formam e o que condiciona as atitudes, diz a coordenadora, lembrando que o cinema foi o meio encontrado para chegar a esta discussão.
Vale lembrar que em todos os filmes selecionados o tema está muito visível, porém em nenhum deles o objetivo foi trabalhar a alimentação, pura e simplesmente. Ela aparece como um aspecto do cotidiano dos personagens. Em Comer, Beber, Viver, por exemplo, o mais famoso cozinheiro de Taipei tenta conquistar um novo amor à custa de apetitosas receitas. Não faltam cenas do mestre da cozinha oriental em seu ambiente de trabalho, em meio a caçarolas e caldeirões fumegantes. A mudança do hábito alimentar dentro de uma determinada região é um dos aspectos abordados na fita.
Em O Discreto Charme da Burguesia, o polêmico Luis Bu¤uel conta com muita irreverência os estranhos fatos de um jantar que nunca se realiza, mostrando comportamentos típicos de uma classe social. Já na comédia O Banquete de Casamento as refeições e o próprio banquete oferecido por um amigo da família servem de apoio para a trama principal, baseada no relacionamento de um casal gay.
Cristina Tomasetti: Quando falamos em comportamento alimentar é preciso levar em conta todos os seus componentes, como os hábitos se formam e o que condiciona as atitudesCristina Tomasetti afirma que ainda existem muitos filmes disponíveis direta ou indiretamente ligados à culinária e que o Ciclo de Cinema e Alimentação deve continuar acontecendo até esgotar todo este material, ou até que não haja mais interesse pelo recurso adotado. Na primeira edição, o Ciclo mostrou Como Água Para Chocolate, A Festa de Babete e O Óleo de Lorenzo.
O 2º Ciclo de Cinema e Alimentação acontece nos dias 19 e 26 de março e 9 de abril, sempre às 14 horas, no Auditório Alcides Bueno, no câmpus da Unopar (Av. Paris, 675). Entrada franca.
MOLHOMaria de Los Angeles
Colheres de pau e outros utensílios de madeira na cozinha são objetos muito especiais. As primeiras são indispensáveis. Rodeados do elemento madeira conseguimos ficar mais próximos das florestas, da magia das árvores, dos bambuzais batidos pelo vento. Então, que estas colheres estejam ao alcance das mãos, num jarro de vidro ou porcelana. Como cirurgiões podemos usá-las como instrumentos. E descobrimos seu uso ao cozinhar.
As melhores colheres de pau que você pode ter são vendidas até na feira. Há algumas de bambu, criadas pelos japoneses que têm ciência para fazê-las. Podem ser côncavas, retas, tipo espátula, com saliências pontiagudas, artísticas, famosas. Quem sabe criadas por um desenhista italiano... Deixe-as à vista, expostas ao ar e limpas. Dê a todas, vez em quando, uma boa fervura, com limão, sal, e para perfumá-las uma casquinha de laranja. É uma ótima dica. E por que começamos a usá-las?
Primeiro, porque no começo da civilização a madeira era material abundante. Infelizmente, hoje nem tanto. Segundo porque mexedores de metal soltam resíduos nocivos nos alimentos: seja o alumínio ou o tefal nosso de cada dia que faz tão boas omeletes. Experimente mexer um doce de abóbora com uma boa espátula de madeira. É o casamento perfeito da doçura com a ferramenta ancestral.





