A partir da próxima quarta-feira serão iniciadas as sessões exclusivas para os membros do comitê da Academia que escolherão o melhor filme estrangeiro no Oscar 99. São filmes de 45 países, entre eles ‘‘Central do Brasil’’, de Walter Salles. A lista de 45 representantes será reduzida a apenas cinco finalistas na madrugada do dia 9 de fevereiro. O vencedor será anunciado na cerimônia de entrega do Oscar, em 21 de março.
O nome de Walter Salles aparece ao lado de cineastas veteranos. Carlos Saura dirigiu ‘‘Tango’’, indicado pela Argentina, Theo Angelopoulos representa a Grécia com ‘‘A Eternidade de Um Dia’’, o italiano Roberto Benigni traz o seu premiado ‘‘A Vida É Bela’’, e Manoel de Oliveira tenta levar o Oscar para Portugal com ‘‘Inquietude’’.
Cada país tem direito a indicar um filme, e neste ano houve recorde de inscrições. Contribuíram para o crescimento da lista Líbano e Marrocos, que voltaram a participar da corrida ao Oscar após ausência de 20 anos. O Quirgistão, país nascido no desmembramento da antiga URSS, enviou ‘‘O Filho Adotivo’’, de Aktan Abdykalydov, entrando oficialmente para a lista de nações participantes.
Segundo o produtor Arthur Cohn, ‘‘Central do Brasil’’ quer entrar para a seleta lista de filmes que vencem também em outra categoria além de melhor filme estrangeiro. Ele quer que Fernanda Montenegro receba a estatueta por seu trabalho como atriz.
Apenas quatro cineastas estrangeiros conseguiram até hoje deixar a cerimônia com mais de um Oscar. Além de melhor filme estrangeiro, ‘‘Oito e meio’’, de Federico Fellini, recebeu o Oscar de melhor figurino em 1963, ‘‘Um Homem, uma Mulher’’, de Claude Lelouch, venceu como melhor roteiro em 1966, e ‘‘Z’’, de Costa-Gavras, ganhou o prêmio de melhor edição em 1969. O sueco Ingmar Bergman acumula três prêmios por ‘‘Fanny e Alexander’’: figurino, fotografia e direção de arte.

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