A corrida dos estrangeiros
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quinta-feira, 26 de novembro de 1998
Adriane Grau Agência Folha 
A partir da próxima quarta-feira serão iniciadas as sessões exclusivas para os membros do comitê da Academia que escolherão o melhor filme estrangeiro no Oscar 99. São filmes de 45 países, entre eles Central do Brasil, de Walter Salles. A lista de 45 representantes será reduzida a apenas cinco finalistas na madrugada do dia 9 de fevereiro. O vencedor será anunciado na cerimônia de entrega do Oscar, em 21 de março.
O nome de Walter Salles aparece ao lado de cineastas veteranos. Carlos Saura dirigiu Tango, indicado pela Argentina, Theo Angelopoulos representa a Grécia com A Eternidade de Um Dia, o italiano Roberto Benigni traz o seu premiado A Vida É Bela, e Manoel de Oliveira tenta levar o Oscar para Portugal com Inquietude.
Cada país tem direito a indicar um filme, e neste ano houve recorde de inscrições. Contribuíram para o crescimento da lista Líbano e Marrocos, que voltaram a participar da corrida ao Oscar após ausência de 20 anos. O Quirgistão, país nascido no desmembramento da antiga URSS, enviou O Filho Adotivo, de Aktan Abdykalydov, entrando oficialmente para a lista de nações participantes.
Segundo o produtor Arthur Cohn, Central do Brasil quer entrar para a seleta lista de filmes que vencem também em outra categoria além de melhor filme estrangeiro. Ele quer que Fernanda Montenegro receba a estatueta por seu trabalho como atriz.
Apenas quatro cineastas estrangeiros conseguiram até hoje deixar a cerimônia com mais de um Oscar. Além de melhor filme estrangeiro, Oito e meio, de Federico Fellini, recebeu o Oscar de melhor figurino em 1963, Um Homem, uma Mulher, de Claude Lelouch, venceu como melhor roteiro em 1966, e Z, de Costa-Gavras, ganhou o prêmio de melhor edição em 1969. O sueco Ingmar Bergman acumula três prêmios por Fanny e Alexander: figurino, fotografia e direção de arte.


